Quando a população atingir 10 milhões, as portas se fecharão para imigrantes: a medida radical que a Suíça está considerando
As pesquisas mostram um país dividido quase ao meio
Desde o período pós-guerra na Europa, a imigração tem sido uma constante silenciosa na reconstrução econômica do continente, inicialmente para fornecer mão de obra à indústria e, posteriormente, para sustentar o crescimento e o estado de bem-estar social em sociedades cada vez mais envelhecidas.
Ao longo das décadas, esse fenômeno passou de uma necessidade aceita a um debate político central, especialmente após os alargamentos da UE e as crises econômicas. Hoje, a Europa enfrenta uma questão que pensava já ter respondido: até que ponto está disposta a ir para permanecer um espaço aberto?
A cifra perturbadora
Discutimos essa ideia há alguns meses. A Suíça caminha para uma votação que sintetiza muitas das tensões acumuladas na Europa na última década: crescimento populacional, imigração, habitação e o modelo econômico. A proposta de estabelecer um limite populacional absoluto de 10 milhões de habitantes, promovida pela Swiss People's Party, irá às urnas após coletar as assinaturas necessárias em um país onde a democracia direta transforma o descontentamento social em decisões estatais.
A situação: com uma população atual de 9,1 milhões e uma taxa de crescimento muito superior à dos seus vizinhos, o debate já não gira em torno da capacidade da Suíça de continuar a crescer, mas sim da sua vontade de o fazer.
De país atraente a "saturado"
Durante décadas, a prosperidade suíça baseou-se em salários elevados, estabilidade política e uma economia aberta capaz de atrair tanto mão de obra ...
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