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As sanções dos EUA deixaram as fábricas da China tão sobrecarregadas que estão precisando optar entre fornecer chips para IA ou para smartphones

Na prática, as sanções deveriam frear a China. O que parece estar acontecendo é justamente o contrário

17 fev 2026 - 09h14
(atualizado às 17h23)
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Foto: Xataka

Os EUA vêm travando há anos uma "guerra tecnológica" cada vez mais intensa contra a China. Muitas empresas chinesas estão sendo excluídas do mercado mundial e tenta-se impedir que o país tenha acesso a tecnologias importantes.

São particularmente conhecidas, por exemplo, as tarifas elevadas e restrições que deveriam tornar quase impossível para a China adquirir GPUs de alto desempenho da AMD ou da Nvidia. Além disso, há também a proibição de sistemas de litografia da empresa ASML, com os quais a China poderia desenvolver por conta própria processadores modernos.

Com isso, os EUA querem evitar ficar para trás tecnologicamente e, no pior dos casos, acabar fornecendo à China exatamente a tecnologia que depois poderia ser usada contra eles próprios. No entanto, é controverso se essas medidas estão surtindo efeito.

Um novo relatório da gigante chinesa de chips SMIC sugere que pode estar acontecendo justamente o contrário. Segundo o documento, não apenas os lucros cresceram expressivos 39% até 2025, como as fábricas também estão operando com impressionantes 93,5% de capacidade.

A China parece, portanto, estar transformando a necessidade em virtude e se tornando mais independente. A falta de sistemas modernos de litografia de fato desacelera o desenvolvimento, mas, graças a grandes investimentos estatais, ainda assim há avanços significativos.

Um efeito semelhante pode ser observado também na gigante das telecomunicações Huawei, que, após ser excluída dos EUA, montou um ecossistema ...

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