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O paradoxo da superproteção: ao "abrirmos caminho" para nossos filhos, estamos criando adultos que desmoronam ao primeiro sinal de problema

Superproteger crianças pequenas não é a melhor maneira de garantir um bom futuro para elas

11 fev 2026 - 14h20
(atualizado às 15h44)
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Foto: Xataka

Vivemos na era da hiperparentalidade, pois nunca houve tanta informação sobre a criação dos filhos e, paradoxalmente, nunca houve tanta culpa. Alguns pais temem que uma resposta dura, uma separação ou o tempo excessivo em frente às telas prejudiquem irreversivelmente seus filhos. Mas a verdade é que estamos protegendo as crianças em excesso.

Uma especialista

Diante dessa ansiedade, a psicóloga infantil Ana Aznar, autora de "Educar Também Significa Dizer Não", propõe uma mudança de paradigma: a parentalidade realista. Sua tese é que a superproteção está criando uma geração com baixa tolerância à frustração e que os pais precisam retomar a autoridade (não o autoritarismo). E, nesse sentido, a ciência tem muito a dizer sobre o verdadeiro peso que as decisões dos pais têm na vida adulta dos filhos.

O mito do determinismo

Uma das maiores fontes de ansiedade nesses casos pode estar na ideia de que o que acontece na infância é um destino imutável. Mas isso não é totalmente preciso. Um estudo clássico que acompanhou milhares de pessoas nascidas entre 1958 e 1970 indicou que todas as variáveis da infância combinadas, como situação econômica, características familiares e saúde, explicam apenas entre 2,8% e 6,8% da variabilidade na satisfação com a vida aos 30 anos.

Isso não significa que a infância não importe; claro que importa. Evidências sugerem que o desenvolvimento humano é cumulativo e plástico, o que significa que fatores subsequentes têm um impacto maior na vida adulta. Isso se ...

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