Não é Harvard, é o Brasil: 6 cientistas brasileiras que estão moldando a ciência do futuro e você nem desconfia
Pesquisadoras brasileiras ganham protagonismo em áreas estratégicas da ciência global, como algoritmos de inteligência artificial, sequenciamento genético, modelagem climática e simulações de buracos negros
No Dia Internacional das Mulheres na Ciência, celebrado no dia 11 de fevereiro, os números mostram um avanço importante no Brasil: mulheres são maioria no mestrado e no doutorado no Brasil. Publicam, coordenam grupos de pesquisa e formam novas gerações de cientistas. Ainda assim, muitas mulheres seguem sub-representadas nas bolsas de maior prestígio, nos cargos mais altos das universidades e nas decisões estratégicas sobre financiamento científico.
É nesse contraste que seis pesquisadoras brasileiras estão ajudando a definir áreas críticas do século XXI, como a inteligência artificial, agricultura sustentável, física fundamental, vigilância genômica, conservação ambiental e astrofísica computacional. A seguir, veja como essas mulheres brasileiras estão contribuindo para a ciência do futuro.
Teresa Ludermirconsolidou a inteligência artificial no Brasil antes mesmo do boom global dos algoritmos
Antes de modelos generativos explodirem, Teresa Ludermir já trabalhava com redes neurais artificiais no Brasil. Professora da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), ela é uma das pioneiras em aprendizado de máquina no país e tem atuação consolidada em sistemas inteligentes aplicados à engenharia e à saúde.
Sua produção científica ajudou a estruturar grupos de pesquisa em IA no Nordeste e a consolidar o Brasil como produtor de conhecimento na área. Trabalhos publicados abordam temas como redes neurais, otimização e sistemas híbridos inteligentes.