A Mistral não gera alarde; é uma IA discreta que não impulsiona o preço das ações de nenhuma empresa, mas já gera mais receita que a Grok
A startup francesa ainda não é exatamente um nome familiar para os consumidores; Mas está conquistando aos poucos as empresas europeias que buscam reduzir sua dependência da China e dos EUA
Silenciosamente, a Mistral está crescendo exponencialmente. A startup francesa de inteligência artificial afirma que sua receita aumentou vinte vezes no último ano, graças a uma estratégia particularmente marcante e eficaz: defender e promover a soberania tecnológica europeia.
O que aconteceu?
Arthur Mensch, cofundador e CEO da Mistral, explicou ao Financial Times que sua receita anualizada mais recente — que estima o faturamento anual com base nos números do mês anterior — ultrapassou US$ 400 milhões (cerca de R$ 2,1 bilhões). Um ano atrás, essa receita era de apenas US$ 20 milhões (cerca de R$ 107,5 milhões) por ano. Em outras palavras, aumentou vinte vezes.
Para se ter uma ideia: isso é mais do que a Grok gera.
As perspectivas são boas
A startup parisiense tem crescido de forma constante desde sua fundação e já foi avaliada em € 12 bilhões (cerca de R$ 75,6 bilhões) no ano passado. Esse valor pode em breve ficar desatualizado, pois a empresa está a caminho de ultrapassar US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,3 bilhões) em receita anual recorrente até o final do ano, caso mantenha esse ritmo de crescimento.
Entre suas parcerias mais notáveis está a firmada com a ASML em setembro de 2025: foi quando a empresa holandesa investiu € 1,3 bilhão (cerca de R$ 8,1 bilhões) nela. Embora não esteja fazendo muito alarde, continua a crescer com um componente-chave.
Empresas de grande porte
A Mistral está expandindo rapidamente o número de grandes clientes corporativos. Atualmente, conta com mais de ...
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