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Na Noruega, a importância da vida pessoal é tão grande que sair do trabalho às 15h é a norma, por isso a Geração Z já sonha com a semana de 4 dias

Menos horas, mais qualidade de vida: modelo em teste levanta debate global e pode refletir um desejo comum de quem vive cansado da rotina atual.

2 abr 2026 - 16h45
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Foto: Minha Vida

Vista de fora, a realidade dos noruegueses chama a atenção. E não apenas porque, embora a legislação estabeleça uma jornada semanal de 40 horas, na prática se trabalha menos e é comum deixar o escritório às 15h ou 16h, mas também porque, com uma média de 33 horas semanais, o país levanta o debate sobre se sua população não estaria trabalhando mais do que o necessário.

Entre os países que sinalizam mudanças no modelo tradicional de trabalho, a Noruega está entre os que consideram seriamente a adoção da semana de quatro dias. A proposta de trabalhar menos, aliada a uma maior eficiência, surge como uma possível solução para um cenário em que o absenteísmo e os problemas de saúde mental têm gerado preocupação.

Leia mais: Ser produtivo é superestimado; na Coreia do Sul eles sabem disso e transformaram o tédio em um esporte

A Noruega já está testando a semana de trabalho de quatro dias

Dados indicam a perda de 2,2 milhões de dias de trabalho por trimestre, sendo cerca de 25% relacionados à exaustão, ao esgotamento profissional e a outros problemas ligados ao trabalho. Além disso, 27% dos trabalhadores afirmam considerar deixar seus empregos para dedicar mais tempo à vida pessoal e à família, um movimento que chamou a atenção da organização 4 Day Week Global.

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