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Para driblar restrições da China, EUA traçam estratégia para garantir reservas de gálio: extraí-lo dos resíduos de outros minerais

Novo "triângulo industrial" terá iniciativas em Austrália, Mississippi e Tennessee

17 fev 2026 - 11h08
(atualizado às 11h50)
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Foto: Xataka

No complexo tabuleiro da tecnologia global, o poder não é medido apenas em linhas de código, mas na capacidade de dominar elementos químicos que, até pouco tempo atrás, passavam despercebidos. É aí que entra o gálio, um metal prateado e maleável que, como reporta o Wall Street Journal, tem a propriedade quase mágica de se liquefazer com o simples calor da palma da mão.

No entanto, por trás dessa curiosidade física esconde-se o sistema nervoso da defesa moderna: ao contrário do silício, o gálio suporta voltagens extremas e resiste ao calor sem pestanejar, o que o torna um material insubstituível para radares militares, satélites e sistemas de orientação de mísseis.

Por muitas décadas, o mundo dependeu de um único fornecedor. Hoje, em uma reviravolta digna da Guerra Fria, os EUA e seus aliados decidiram que a era da complacência chegou ao fim. O plano é tão ambicioso quanto inusitado: extrair o tesouro tecnológico dos resíduos industriais, do chamado "barro vermelho".

O mercado como arma de guerra

A crise atual não é um acidente da cadeia de suprimentos, mas sim uma estratégia de estado. Segundo o Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS, na sigla em inglês), a China aplicou durante anos uma tática clássica: inundar o mercado com preços artificialmente baixos para sufocar qualquer tentativa de mineração no Ocidente. Uma vez que conquistou o monopólio — controlando 99% do gálio refinado em 2025 —, Pequim começou a fechar a torneira.

Na reportagem do Wall Street ...

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