Na segunda-feira (11), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que a trégua está, segundo suas palavras, "sob assistência respiratória", depois da resposta do Irã sobre o último rascunho de acordo. O Irã exige o fim da guerra na região, a suspensão do bloqueio americano aos seus portos e a liberação de seus ativos congelados, o que Trump rejeita categoricamente.
Sem um acordo à vista e em meio a ameaças de retomada das hostilidades com os Estados Unidos e Israel, a Guarda Revolucionária do Irã realizou exercícios militares em Teerã, nesta terça-feira, informou a mídia estatal. Os exercícios envolveram o exército ideológico da República Islâmica e a Basij, uma força paramilitar.
O brigadeiro-general Hassan Hassanzadeh afirmou que as manobras incluíram ensaios de cenários de combate contra o inimigo em diversos terrenos. "Um dos objetivos dessas manobras é aprimorar a prontidão para o combate, a fim de neutralizar qualquer movimento do inimigo americano-sionista", disse o militar, acrescentando que os exercícios foram "realizados com sucesso".
"Chantagem em Ormuz"
Esta manhã, o primeiro-ministro do Catar, Mohammed ben Abderrahmane Al Thani, afirmou ter ido a Washington para apoiar os esforços para pôr fim à guerra no Irã. Segundo ele, o Irã não deveria usar o Estreito de Ormuz para "chantagear" as monarquias do Golfo. Lembrando que essa passagem marítima estratégica para o transporte de petróleo permanece bloqueada por Teerã desde o início da guerra, em 28 de fevereiro.
Um alto membro da Guarda Revolucionária iraniana, Mohammad Akbarzadeh, afirmou que o Irã vai adotar outra definição do Estreito de Ormuz. Ele diz que o regime iraniano considera agora a passagem como uma "ampla zona operacional" em sua possessão, muito mais extensa do que antes da guerra.
Segue a ofensiva no Líbano
Em meio às trocas de ameaças, Israel continua sua ofensiva no Líbano, apesar do cessar-fogo. A Agência Nacional de Informação libanesa anunciou, esta manhã, a morte de seis pessoas em um bombardeio israelense ontem contra a localidade de Kfar Dounine, no sul do país.
Já o líder do Hezbollah libanês, Naïm Qassem, afirmou que a questão do desarmamento de sua organização, exigido por Israel, não faz parte das "negociações". Segundo ele, o Hezbollah pretende transformar a batalha contra o exército israelense "em um inferno".
Com AFP