A lista inclui Argentina, Colômbia e México. No entanto, por ora, o Brasil não está incluído, pois não forneceu à UE garantias quanto à não utilização de antibióticos na pecuária. A relação poderá ser atualizada em breve, assim que as autoridades brasileiras responderem a Bruxelas.
A publicação reflete o desejo da União Europeia de enviar um forte sinal de vigilância, após críticas do setor agrícola e da França pela assinatura do acordo de livre-comércio com os países do Mercosul (Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai).
O acordo entrou em vigor em 1º de maio, em caráter provisório, e aguarda decisão judicial na Europa sobre sua legalidade.
"Nossos agricultores seguem alguns dos padrões sanitários e de uso de antibióticos mais rigorosos do mundo. Portanto, é legítimo que os produtos importados estejam sujeitos aos mesmos requisitos. A decisão tomada hoje demonstra que o sistema europeu de controle funciona", afirmou o comissário europeu para a Agricultura, Christophe Hansen.
Segundo as normas europeias, o uso destes medicamentos em animais para promover o crescimento ou aumentar a produção é proibido. Os animais também não podem ser tratados com antibióticos reservados para infecções humanas.
Essas medidas fazem parte da política europeia de combate à resistência microbiana e de prevenção ao uso desnecessário de antibióticos.
A Comissão Europeia já havia anunciado, em setembro, um dispositivo de "monitoramento reforçado" de produtos agrícolas que fazem parte do acordo comercial, como carne bovina, frango, arroz, mel, ovos, alho, etanol e açúcar, prometendo intervir em caso de desestabilização do mercado.
Com AFP