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Santa Helena: a mulher que encontrou a Verdadeira Cruz

Celebrado em 18 de agosto, o Dia de Santa Helena recorda a trajetória de fé, humildade e caridade da mãe do imperador Constantino

18 ago 2026 - 09h01
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Resumo
Santa Helena, mãe do imperador Constantino, é celebrada em 18 de agosto por sua devoção cristã e sua vida marcada por fé e humildade. Conhecida por ajudar os necessitados, foi creditada com a descoberta da Verdadeira Cruz e dedicou-se a importantes peregrinações e obras religiosas no século IV. 🌟✝️

O Dia de Santa Helena é celebrado em 18 de agosto. A data homenageia uma das figuras mais conhecidas da história do cristianismo.

Mãe do imperador Constantino, Santa Helena viveu momentos de grandes mudanças. Foi esposa, mãe, peregrina e uma cristã dedicada.

Sua história também é marcada pela humildade. Mesmo depois de receber títulos e honrarias, ela continuou ajudando pessoas pobres e necessitadas.

Quem foi Santa Helena?

Santa Helena nasceu em meados do século III. Ela teria vindo de uma família plebeia e pagã da região da Bitínia, na atual Turquia.

Segundo Santo Ambrósio, Helena trabalhava como estabulária, função relacionada aos estábulos de hospedarias.

Ela se casou com Constâncio Cloro. Por volta do ano 280, teve seu filho Constantino, em Naisso, região que atualmente fica na Sérvia.

Anos depois, porém, Helena foi obrigada a se separar do marido por razões políticas. Constâncio precisou se casar com Teodora, enteada do imperador Maximiano.

Helena também foi afastada do filho. Mesmo diante da adversidade, permaneceu firme e nunca abandonou sua fé.

Oração de Santa Helena

Ó gloriosa Santa Helena, que foi ao Calvário e três pregos trouxe. Um você deu ao seu filho Constantino, o outro você atirou no mar, para que os navegantes tenham saúde, e o terceiro você carrega em suas preciosas mãos.

Santa Helena, eu (diga seu nome) lhe peço que me dê este terceiro prego, para que eu crave no coração de (diga o nome do seu amor), para que não tenha nem sossego, nem paz enquanto comigo não vier morar, enquanto comigo não se casar e declarar seu sincero amor por mim.

Espíritos de luz que iluminam as almas, iluminem o coração de (diga o nome do seu amor), para que sempre se recorde de mim, me amando, me adorando e me desejando, e tudo que tiver me dê, impulsionado por seus poderes, Santa Helena, que ele(a) seja escravo do meu amor.

Paz e harmonia não tenha até que venha ficar comigo, e morar comigo, sendo meu amante, carinhoso e dócil. Fiel a mim como um cachorro, manso como um cordeiro e rápido como um mensageiro, que (diga o nome do seu amor) venha até mim urgentemente, sem que nenhuma força física ou espiritual possa detê-lo!

Que seu corpo, alma e espírito venha porque eu te chamo e te inspiro e te domino. Enquanto não vier manso e apaixonado, rendido ao meu amor, sua consciência não lhe dará paz, se mentiu, me traiu, que venha pedindo desculpas por me fazer sofrer.

(diga o nome do seu amor) venha por que eu te chamo, te ordeno, para que retorne imediatamente a mim (diga seu nome), pelos poderes de Santa Helena e de nossos anjos de guarda.

Que assim seja, e assim será!

A conversão de Santa Helena

Após a morte de Constâncio, em 306, Constantino chamou a mãe para viver junto dele na Corte.

Não se sabe exatamente quando Helena se tornou cristã. Há diferentes relatos sobre sua conversão e sobre a influência entre mãe e filho.

O que se sabe é que ela se tornou uma cristã fervorosa.

Constantino lhe concedeu o título de Augusta. As honrarias, porém, não mudaram seu comportamento.

Santa Helena continuou dedicando atenção aos mais necessitados. Segundo os relatos, distribuía esmolas, ajudava pessoas presas e auxiliava quem enfrentava situações de extrema pobreza.

Santa Helena e a descoberta da Cruz

Um dos episódios mais conhecidos de sua história aconteceu durante uma peregrinação à Terra Santa.

Em 326, após uma tragédia familiar, Helena teria viajado para a região em atitude de penitência. Durante a peregrinação, participou da construção de importantes basílicas.

Entre elas estão a Basílica da Natividade, em Belém, e a Basílica da Ascensão, no Monte das Oliveiras.

A tradição cristã também atribui a Santa Helena a descoberta da Verdadeira Cruz de Jesus Cristo, no Gólgota.

Segundo a tradição, ela teria encontrado a cruz durante as escavações realizadas no local.

Os três cravos associados à crucificação também são tradicionalmente ligados a Helena. Parte dessas relíquias é venerada em diferentes igrejas.

João Bidu
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