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Marte, o deus da guerra, é o planeta regente de 2019

3 dez 2018
09h00
atualizado às 15h48
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Por volta das 19 horas do dia 20 de Março de 2019, Júpiter deixa seu trono de regente de 2018 e dá o cetro a Marte, o deus da Guerra, para comandar as forças e as energias de 2019.

Marte, ares Deus grego da guerra
Marte, ares Deus grego da guerra
Foto: iStock

Marte, o deus da guerra, rege a agressividade, a capacidade de luta, de esforço, a energia sexual, nosso poder de ação e reação, a nossa vontade e desejo. Ele tem a ver com a força motriz que nos empurra adiante. 

Se usarmos a razão antes de agir ou reagir, pelo menos por um instante, podemos aprender que guerra, luta e combates têm vários significados. Marte pode expressar-se de duas maneiras: uma inteligente e outra nem tanto. Vou explicar.

Na mitologia Grega, Marte era conhecido como Ares e era odiado pelos gregos, exatamente por não possuir nenhuma inteligência. Era o deus da guerra e nada mais, queria ver sangue, apenas isso. Agia somente por impulso, carregava em si, nada além de um ódio sangrento e destrutivo. Ares possuía dois escudeiros: Deimos, que significa medo e Phobos, que significa susto. Esses são também, os nomes das duas Luas do planeta Marte.
Possuía também dois companheiros, Eris, que significa luta e Enyo, que significa destruidor de cidades. 

Era ainda perseguido por um grupo de sanguinários, denominado Kares, que significa aqueles que gostam de beber o sangue escuro dos que estão morrendo. Ares não tinha cérebro, não pensava, foi concebido em meio à ira de Hera, quando soube que Zeus, seu marido, a havia concebido Athena sem sua participação. Ares, portanto, é filho do rancor e do ódio de Hera.

Podemos encontrar o mesmo deus Marte em Roma. Lá ele era conhecido como Marte, o romano. Marte romano era diferente do grego: ele tinha cérebro e, por esse motivo, era visto de maneira bastante positiva. Não possuía um ódio cego e nem era explosivo. Possuía também dois escudeiros, mas muito diferentes dos de Ares. Eram Honos, que significa honra e Virtus, que significa virtude. Ele, como bom soldado e guerreiro, lutava pelo que queria de maneira virtuosa e honrosa, com força e coragem.

Essas são as duas maneiras que podemos usar as energias de Marte, de maneira inteligente ou não;usando o cérebro antes de agir ou a impulsividade agressiva e destrutiva. Essa energia estará presente em todo planeta e, todos nós, certamente desejamos que os chefes de Estado de todo mundo se utilizem das energias de Marte o romano. Mas sabemos que, na maioria das vezes, as coisas não vão funcionar dessa maneira. 

Parece incrível, mas quase nunca nos ensinam que a agressividade pode ser uma coisa muito boa, que sem ela, não construímos nada, não nos tornamos melhores, não fazemos nada de bom para nós mesmos e para o mundo. 

A agressividade e a raiva, quando bem direcionadas, são fundamentais à nossa realização e sobrevivência. Parece que, em nossa cultura, o único significado que ela tem é de algo destrutivo e nocivo a todos. 

A energia marciana é a força que nos empurra adiante, que nos faz querer exercitar nossa vontade e determinação. É claro que muitas vezes, nos tornamos cegos de raiva, que espumamos de ódio, mas se exercitarmos nossa capacidade de respirar e raciocinar, mesmo diante de situações que tentam nos tirar totalmente do eixo, a raiva pode ser uma boa aliada no impulso de destruir padrões negativos de comportamento, pensamentos e emoções que já não fazem sentido em nossas vidas.

A agressividade é um componente inato na nossa constituição biológica e é um pedaço de nós que, quando negado, pode nos trazer muitas complicações. Se começarmos a olhar de maneira diferente para essa bomba relógio que trazemos dentro de nós, com coragem de colocar em cheque tudo o que pensamos de nós mesmos, nossa autoimagem, nossas vaidades e prisões religiosas e familiares, poderemos ter uma visão mais abrangente e integral de quem realmente somos. 

Este ano astral, de março de 2019 a março de 2020, teremos uma nova oportunidade para olharmos com mais profundidade dentro de nós e enfrentarmos nossas raivas e rancor, de entrar em contato com sentimentos mais profundos e desagradáveis como o abandono, a castração, a humilhação, a culpa, o ódio e muitos outros sentimentos negativos e destrutivos que continuam inconscientes. 

É a oportunidade que teremos de dirigir nossa agressividade na direção do crescimento.

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Fonte: Eunice Ferrari

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