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Viva vida viva

14 abr 2021 - 15h35
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Viver uma vida viva. Intensa em sua base espiritualista e na construção prática. Uma

vida na confluência, encontro corpo e alma, simplificando o complexo, tornando

rebuscado o simples.

Vida assim e vida daquele outro jeito, daquela maneira, de qualquer maneira, sem

maneira, é passagem, possibilidade de aprendizagem, desafio para crescer, verter,

reverter.

Eu, que atendi e atendo gentes e gentes, vi todo tipo de costura e nó, laço e tarrafa, a

vida que passa: morosa, amorosa, célere, acelerada, aos tropeços, aos saltos, aos

pulos, às cabriolas.

Posso dizer que, aqui e agora na minha longa experiência (sabedoria vai mais além),

embebida de vida, uma esponja pesada, densa das coisas, pinga o armazenado mesmo

ao mais leve toque, à mais suave apertadinha.

E de vida em vida essa minha vida, vivida e vívida, se envidou – a cliente que queria ser

mãe, a tia que mãe se viu, o pai que não queria ter filho, a filha que pai se tornou, a

esposa que virou irmã, o irmão que virou marido, verte e reverte, zigue e zague, o

caleidoscópio fazendo e desfazendo.

Vida também naquele estalo especial, paixão, amor. Vida vento vivo e liso que estufa a

vela e empurra a nau destino para singrar, algumas vezes sangrar. Recolhi tanto. Ainda

comigo muitos, inúmeros lances: amor demais, amor de menos, amor que chega

(cedo, pontual, ou atrasado), amor que não chega nunca. O velho, o da infância, o

novo, o de sempre. O esperado, o conquistado, a doce, o amargo.

Sem abdicar de esperança e de otimismo, nos caminhos retos mas também nos

desafios sinuosos, em topografia tediosa do plano ou nas aventuras escarpadas – em

sobe desce de tirar o fôlego –, ela, vida, em luta de expressão viva, viva viva.

Com seu poder de mostrar, de fazer ver, de verter e reverter, foi escola e carteira de

purificação, filtragem das essências do espiritual. Na borra retida dos dias, separada,

num cristal mais fino de tempo e memória, resta, essência fina e transparente, o

líquido de todo investimento digno de vida.

Como a tinta da caneta que vai abaixando, confecção múltipla, tanta prosa, alguma

burocracia, uma gotinha de poema, escorre, sempre tarde demais por aqui mas no

tempo esotérico apropriado e justo, esse nosso viver, preparo das vindouras, próximas

e mais intensas realizações espirituais.

Quer saber mais sobre o trabalho de Marina Gold ou entrar em contato com ela, clique

aqui

.

Fonte: Marina Gold
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