Após ser acusado de fraudar Lei Rouanet, Fábio Porchat aciona a Justiça
Fabio Porchat acionou a Justiça após ser acusado de ter fraudado a Lei Rouanet
Conhecido pelo tom bem-humorado na televisão, Fábio Porchat enfrenta, fora das câmeras, um embate judicial ao lado do pai, Fábio Porchat. A disputa começou em outubro de 2025, quando ambos decidiram recorrer à Justiça após se tornarem alvo de publicações nas redes sociais que os associavam a supostas irregularidades no uso de recursos públicos. O caso corre em paralelo à rotina profissional do apresentador e envolve acusações que, segundo a família, não têm qualquer respaldo oficial.
Pai e filho moveram ação contra Lázaro Henrique Pereira e também contra a plataforma X (antigo Twitter), após o usuário publicar no perfil @HenriqueSoldani que a família estaria ligada a fraudes na Lei Rouanet. A postagem ainda mencionava uma suposta relação com a Operação Boca Livre, investigação da Polícia Federal sobre desvios de verbas culturais. Na ação, os autores sustentam que a informação é falsa e afirmam que não há qualquer citação a seus nomes, empresas ou representantes nos inquéritos vinculados à operação.
Pedido de remoção e contestação das acusações
No processo, os Porchat também alegam que registros públicos comprovam que suas empresas atuam regularmente junto ao Ministério da Cultura, sem "pendências ou restrições administrativas". Com base nisso, solicitaram uma tutela de urgência para que a plataforma retirasse a publicação do ar. O pedido foi negado inicialmente, mas, após recurso, a decisão foi revista e o conteúdo acabou sendo removido da rede social.
Além da exclusão do post, Fábio Porchat e o pai pedem indenização por danos morais. O valor solicitado é de R$ 40 mil, sendo R$ 20 mil para cada um, como forma de compensação pelos impactos causados pela divulgação das acusações. A defesa argumenta que a associação indevida a investigações criminais gera prejuízos à reputação e à imagem pública dos dois, especialmente por se tratar de informações que, segundo eles, não encontram respaldo em documentos oficiais.
Agora, caberá à Justiça avaliar o mérito das alegações e definir se haverá condenação e pagamento de indenização. Até lá, o caso segue tramitando, enquanto os autores reforçam que pretendem esclarecer definitivamente que não possuem qualquer vínculo com as acusações divulgadas nas redes sociais.