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A gigante chinesa Shein tinha o plano perfeito para engolir a indústria do Brasil, mas o plano bilionário fez as fábricas locais dizerem "basta"

Diferenças na infraestrutura e pressões sobre preços levaram confecções brasileiras a abandonar o projeto de produção local da Shein

27 fev 2026 - 16h00
(atualizado às 17h15)
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Foto: Xataka

O ambicioso plano da gigante chinesa Shein de transformar o Brasil em um centro de produção para toda a América Latina perdeu força. A empresa havia prometido investir US$ 150 milhões e gerar 100 mil empregos até 2026, mas esbarrou em custos elevados, prazos incompatíveis com a indústria local e desafios logísticos.

Promessa bilionária emperra

Lançado em 2023, o projeto previa parcerias com 2 mil fábricas brasileiras. No entanto, segundo levantamento da Reuters, apenas 336 unidades chegaram a firmar acordos até o fim do primeiro ano. Hoje, o número de fábricas é bem menor do que o planejado.

A Shein reconheceu que o plano "não ocorreu conforme o esperado". Em comunicado, a empresa afirmou que a produção no Brasil "precisou de tempo para amadurecer" e que as diferenças na infraestrutura industrial tornaram o avanço "mais lento e desafiador".

Indústria local diz "basta"

Fabricantes brasileiros afirmam que as exigências da varejista tornaram a parceria inviável. A empresa pedia reduções de até 30% nos preços e prazos de entrega curtos demais para a estrutura nacional.

"Trabalhar no Brasil é diferente de trabalhar na China. O Brasil tem marcos regulatórios e normas muito diferentes", disse Fernando Pimentel, diretor da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit). "Lamento que não tenha dado certo."

Empresários do Nordeste relataram à Reuters que, para atender às metas da Shein, seria necessário trocar tecidos e reduzir margens de lucro a níveis insustentáveis. ...

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