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Síndrome de Hashimoto: 8 sintomas que vão além do cansaço

Muito além da exaustão: conheça os sinais silenciosos da doença autoimune que ataca a tireoide

26 fev 2026 - 17h18
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A Síndrome de Hashimoto é a causa mais comum de hipotireoidismo no mundo. Trata-se de uma condição autoimune onde o sistema imunológico, por engano, ataca a glândula tireoide.

Confira os diversos sintomas da síndrome de Hashimoto
Confira os diversos sintomas da síndrome de Hashimoto
Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

Esse ataque causa uma inflamação crônica que, com o tempo, impede a tireoide de produzir hormônios essenciais para o metabolismo.

Embora o cansaço extremo seja a reclamação número um, essa doença é silenciosa e complexa. Muitas vezes, os sintomas são confundidos com estresse ou envelhecimento. 

Diferente do hipotireoidismo comum, que é apenas a baixa produção de hormônios, o Hashimoto é uma doença autoimune. Nela, o corpo produz anticorpos que destroem o tecido da tireoide.

A glândula tireoide, localizada no pescoço, é o "maestro" do corpo. Ela regula desde os batimentos cardíacos até a velocidade com que queimamos calorias.

Quando ela falha, o organismo inteiro começa a funcionar em câmera lenta.

8 sintomas que vão além do cansaço

O cansaço do Hashimoto não é um sono comum; é uma exaustão que não passa após uma noite de descanso. Porém, outros sinais sistêmicos ajudam a fechar o diagnóstico. Confira os principais:

1. Ganho de peso sem causa aparente

Você mantém a mesma dieta e rotina de exercícios, mas o ponteiro da balança sobe. Isso ocorre porque o metabolismo basal desacelera drasticamente sem os hormônios T3 e T4.

2. Intolerância ao frio

Pessoas com Hashimoto sentem frio mesmo em dias quentes. Como a tireoide regula a temperatura interna, a falta de hormônios deixa as extremidades (mãos e pés) sempre geladas.

3. Queda de cabelo e unhas fracas

O ciclo de renovação das células é interrompido. O cabelo fica seco, quebradiço e cai em grandes quantidades. As unhas tornam-se finas e lascam com facilidade.

4. Névoa mental 

Dificuldade de concentração, lapsos de memória e lentidão no raciocínio são queixas frequentes. Muitas vezes, o paciente sente que está "vivendo dentro de uma nuvem".

5. Alterações de humor e depressão

A falta de hormônios tireoidianos afeta a química cerebral. É comum o surgimento de tristeza profunda, apatia ou ansiedade, que muitas vezes não respondem apenas a antidepressivos.

6. Pele extremamente seca e pálida

A pele perde a elasticidade e pode apresentar uma textura áspera, especialmente nos cotovelos e joelhos. Em alguns casos, o rosto e as pálpebras podem parecer inchados.

7. Dores musculares e articulares

Dores generalizadas, rigidez matinal e fraqueza nos músculos superiores (como braços e coxas) são sinais de que a inflamação autoimune está ativa.

8. Problemas digestivos e intestino preso

O trânsito intestinal depende da tireoide. A falta de estímulo hormonal causa constipação severa, o que contribui para a sensação de inchaço abdominal.

Como identificar a doença?

Identificar a Síndrome de Hashimoto exige olhar além dos sintomas superficiais. Como ela progride lentamente, o corpo tenta se adaptar, o que mascara a gravidade.

Exames de sangue

O diagnóstico é feito através de exames laboratoriais específicos:

  • TSH elevado: Indica que a hipófise está "gritando" para a tireoide trabalhar.

  • T4 livre baixo: Confirma que a tireoide já não consegue produzir hormônios suficientes.

  • Anticorpos (Anti-TPO e Anti-TG): Este é o diferencial do Hashimoto. A presença desses anticorpos confirma que o sistema imune está atacando a glândula.

Ultrassonografia da tireoide

O médico pode solicitar uma imagem para verificar o tamanho da glândula e a presença de nódulos ou irregularidades na textura (aspecto heterogêneo), típicas da inflamação crônica.

Existe tratamento para o Hashimoto?

Embora não exista cura para a autoimunidade, o tratamento é altamente eficaz. A reposição hormonal com levotiroxina sintética devolve ao corpo o que a tireoide não produz mais.

Além disso, mudanças no estilo de vida, como controle do estresse e uma dieta anti-inflamatória, ajudam a reduzir o ataque dos anticorpos.

Atenção: Se você se identificou com três ou mais sintomas desta lista, procure um endocrinologista. O tratamento precoce evita complicações graves, como problemas cardíacos e bócio.

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