Grávida pode dançar e pular, como fez Lore Improta no Carnaval? Existem riscos?
Grávida do segundo filho, Lore Improta deu um show de disposição ao pular, sambar e dançar intensamente neste Carnaval. O desempenho da mulher de Léo Santana, tanto na Sapucaí, como musa da Viradouro, como ao acompanhar o marido nos shows rendeu muitos elogios e algmas preocupações de fãs. Grávida pode dançar e pular, como fez Lore Improta no Carnaval?
Segundo a Dra. Gisele Maciel, ginecologista e obstetra, mestre em Saúde da Criança e da Mulher, a prática de atividade física durante a gestação é, de modo geral, benéfica e recomendada.
"As diretrizes atuais, incluindo as da FEBRASGO e de sociedades internacionais, são claras ao afirmar que a maioria das gestantes com gravidez de baixo risco pode — e deve — se manter ativa. Não se trata de “liberação obrigatória” para todas, mas de uma orientação individualizada", explica.
A especialista diz que a avaliação médica torna-se especialmente importante quando há comorbidades, complicações obstétricas ou quando a gestante deseja iniciar uma atividade nova ou de maior intensidade.
"A imagem de mulheres grávidas ativas, como ocorreu com a dançarina Lore Improta durante o Carnaval, contribui para desmistificar a ideia de que a gravidez exige repouso absoluto. A atividade física regular auxilia no controle do ganho de peso, na prevenção de diabetes gestacional, no controle da pressão arterial, na melhora da circulação e no bem-estar emocional".destaca.
Em relação à dança e aos movimentos com impacto, como pular, é importante individualizar. "Se a mulher já praticava esse tipo de atividade antes da gestação e a gravidez é de baixo risco, ela pode manter a prática, com eventuais adaptações de intensidade e atenção aos limites do próprio corpo. Por outro lado, se não tinha esse hábito, o ideal é progredir gradualmente, priorizando atividades de menor impacto ou reduzindo a intensidade dos saltos, sempre observando conforto e segurança", diz.
No contexto específico do Carnaval ou de ambientes festivos, alguns cuidados adicionais são fundamentais. "O calor excessivo e a desidratação devem ser evitados, com hidratação frequente, pausas regulares e atenção para não ultrapassar o limite de esforço. Além disso, o risco maior muitas vezes não está na dança em si, mas no ambiente: aglomerações, empurrões e pisos irregulares aumentam o risco de quedas, o que merece cautela redobrada", alerta.
Existem situações em que a atividade deve ser interrompida imediatamente e avaliada por um profissional de saúde. "Entre os sinais de alerta estão sangramento vaginal, perda de líquido, dor abdominal intensa, contrações regulares e dolorosas, diminuição dos movimentos do bebê, tontura persistente, falta de ar importante antes do esforço, dor torácica ou palpitações intensas", completa a médica.
O mais importante é que a prática seja segura, adaptada à realidade de cada mulher e discutida no contexto do pré-natal, respeitando sempre os sinais do corpo e as orientações médicas individualizadas.