0

Esotérico

Lição canina: agir com cautela evita tropeços na vida

Chalabala / iStock
24 out 2017
13h10
atualizado às 13h10
  • separator
  • comentários

Quem não aprecia os cães, não é mesmo? São animais queridos, dotados de capacidade de inteligência. É comum ouvir dizer que essa ou aquela raça é “muito esperta”. Alguns gostam dos galgos, dos beagles, outros preferem o jogo-de-cintura simpático do velho e bom SRD (o “sem raça definida”, carinhosamente chamado de vira-latas).

Bem, entre os cães que me surpreendem, destaco com apreço os labradores. São elegantes, macios ao toque, muito vivos e atentos. São cães cheios de nobreza e caráter, altivos e bastante confiáveis — fiéis “até os ossos!”

Fascinada por um exemplar da raça, um lindo labrador chamado Spike, acompanhei, há algum tempo, uma cena que me chamou a atenção e trouxe uma lição profunda que quero compartilhar com vocês.

Aquela maravilha canina estava 'instalada' na minha sala de visitas, acompanhando a dona que tinha vindo para uma conversa de final de tarde. Enquanto dividíamos uma xícara de café, o canino se estirou embaixo da mesa de vidro que ocupa o centro do cômodo.

A coisa toda seguia em clima moroso, de tarde preguiçosa. Porém a atmosfera tranquila, quase religiosa, rompeu-se quando Spike — movido sabe-se lá por qual pensamento e desejo dinâmico —, levanta-se e bate forte a cabeça no tampo da mesa, um vidro temperado de mais de dois centímetros. Não satisfeito — para curioso espanto meu e da dona —, a coisa toda se repete três vezes, até ela, mais ágil do que eu, tomar as providências e arrastar aquela massa dourada para fora da armadilha imprevisível que havia prendido o pobre cão, meio desorientado àquela altura.

Resolvido o problema, vendo o bicho sacudir-se todo para reposicionar suas ideias, os pelos e a compreensão do universo, caímos na gargalhada. Tínhamos visto uma “videocassetada” ao vivo, era engraçado.

Passada a euforia divertida, refleti sobre o que presenciara. Lição para aprender? Claro que havia. Cada um de nós, sobretudo quando pensamos em questões afetivas, carrega dentro de si, lá no fundo, uma fera. Melhor um cão sereno do que um jacaré traiçoeiro (mas esse é outra conversa). Quando algo não funciona como esperamos — a rigor um vidro transparente, justamente por ser transparente, não existe! —, precisamos agir com bastante cuidado, evitando cabeçadas.

Quer saber mais sobre o trabalho de Marina Gold ou entrar em contato com ela, clique aqui .

Veja também

Fonte: Marina Gold

compartilhe

comente

  • comentários
publicidade
publicidade