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Imagens podem levar a interpretações erradas; veja análise de vidente

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Fui procurada por um amigo de longa data. Engenheiro e empresário, muito cético e medroso em relação aos mistérios do além. Pelo telefone, ele me contou que fora fotografado, ao lado de seu cachorro de estimação, numa noite fria, poucos dias antes da morte do animal. A foto, depois de revelada, apresentava - estarrecedor! - um enorme fantasma branco, pairando sobre as suas cabeças.

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O mais estranho, segundo ele, era que, vista de ponta-cabeça, a grande mancha branca revelava traços do rosto de uma mulher. Indiquei que nada podia fazer sem, antes, ver a imagem e avaliar o ocorrido de posse de todas as informações. Combinamos e ele veio me visitar no dia seguinte.

Na minha presença ele indicou já ter mostrado o material em questão a alguns entendidos em esoterismo, sendo que cada um deles deu uma versão diferente. Para um desses sensitivos, a sombra clara era manifestação do espírito da sogra (falecida há anos). Para outro, com segurança, não era uma força maléfica, mas uma alma desviada, procurando reaprumar. Um terceiro achou, posição mais delicada, que ali estava a evidência prenunciadora da desgraça que se abateria sobre o cão logo depois e, pior, sobre ele em curto espaço de tempo.

Olhei calmamente a foto. Avaliei despreocupadamente, abrindo minha mente (capacidade racional) e meu coração (sensibilidade). O que apreendi? Que conclusão? Minha intuição indicou que ali não havia nada de tão grave ou importante. Uma névoa qualquer e algumas tiradas férteis de imaginação. Garanti-lhe que aquilo não era preocupante. Ele, um pouco decepcionado, algo ofendido, retrucou: "a máquina que tirou essa foto, de um amigo meu, é digital. Não deixa escapar nenhum detalhe". "Por isso mesmo é que essa mancha está aí", respondi e sugeri que ele fosse conversar com o dono da máquina, o fotógrafo da referida cena.

Ele foi. O fotógrafo, como soube depois, disse o mesmo que eu, mas, conhecedor das questões técnicas e do funcionamento da câmera, explicou que ela havia captado a fumaça do cigarro que meu amigo, enquanto era fotografado, segurava aceso na mão.

Com base nessa experiência eu posso afirmar que é preciso manter o equilíbrio ao tentar explicar figuras que parecem se mostrar difusamente na fumaça, na mancha, no fogo, nas nuvens. Formas pouco nítidas abrem possibilidade de nos sugestionar. Nelas, com facilidade, localizamos algo desejado.

Além da morte do cão, meu amigo não enfrentou nenhuma tragédia até hoje. Mesmo sendo fumante - e posso garantir que cigarro mata mais do que fotografia - ele anda bem vivo e disposto, produzindo, aliás, coisas muito significativas.

Foto: Getty Images
Fonte: Marina Gold
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