Anitta já falou como o candomblé influencia sua vida; relembre declarações
De "Show das Poderosas" ao álbum "Equilibrivm", confira como a trajetória da "Girl from Rio" é guiada pelos ensinamentos dos Orixás e sua devoção a Logun Edé
Anitta é uma das maiores estrelas do planeta, mas quem vê o brilho dos palcos nem sempre conhece o que sustenta sua força.
A cantora nunca escondeu sua religiosidade e, ao longo dos anos, tem usado sua voz para exaltar o Candomblé.
Muito mais do que uma crença, a religião de matriz africana faz parte da identidade da artista desde cedo.
Relembre as declarações de Anitta sobre sua fé e como isso influencia suas músicas e escolhas.
Uma conexão que vem de berço
A relação de Anitta com o Candomblé não é recente. Ela frequenta terreiros desde a infância por influência de seu pai, Mauro Machado.
No entanto, a conexão se firmou de vez em 2013, um ano divisor de águas em sua carreira.
Após o sucesso estrondoso de "Show das Poderosas", Anitta fez questão de ir ao terreiro do Pai de Santo Sérgio Pina, em Nova Iguaçu (RJ).
Ela queria agradecer pelas conquistas e fortalecer seus laços espirituais. Desde então, o terreiro de Pina se tornou o porto seguro onde a cantora renova suas energias.
A força de Logun Edé na vida da artista
Anitta já revelou publicamente ser filha de Logun Edé, o Orixá das águas doces e das florestas. Conhecido por sua dualidade e beleza, Logun Edé é o príncipe dos Orixás, carregando a herança de Oxum e Oxóssi.
Em suas redes sociais, a cantora descreveu essa influência de forma profunda:
"Sou filha de Logun Edé, um orixá mega complexo. Sensível e bravo, inteligente e esperto, carinhoso e pragmático", explicou ela.
Infelizmente, a intolerância religiosa ainda é um desafio. Ao expor sua fé e o clipe em homenagem à sua religião, Anitta chegou a perder cerca de 200 mil seguidores.
Mas para ela, a verdade espiritual vale muito mais que os números nas redes.
Exu e o combate ao preconceito
A cantora também usa sua moda como manifesto. No projeto "Ensaios da Anitta", ela homenageou as escolas de samba e trouxe à tona o enredo campeão da Grande Rio: "Fala, Majeté! Sete chaves de Exú".
Anitta vestiu-se em referência a Exu, entidade vital nas religiões de matriz africana.
No antigo Twitter (X), ela explicou a importância de combater o racismo religioso: "Exu representa essa mistura do que é bom e ruim, pecado e santidade, alegria e tristeza. Representa a vitalidade e o perfil guardião", declarou.
O novo álbum: "Equilibrivm" e o misticismo
A influência espiritual da cantora atingiu um novo patamar com o lançamento do álbum "Equilibrivm". As faixas mostram que a espiritualidade está mais presente do que nunca em sua arte.
Músicas como "Desgraça", "Mandinga" e "Meia Noite" trazem elementos que remetem à proteção e aos rituais que fazem parte de sua vivência.
Para Anitta, cantar sobre sua religião é uma forma de normalizar o que por tanto tempo foi demonizado. Ela mostra que o Candomblé é sobre natureza, equilíbrio e ancestralidade.
Respeito é a base de tudo
Assim como Anitta, muitas pessoas encontram no Candomblé e na Umbanda o seu caminho de luz. Aprender sobre os Orixás nos ajuda a entender a nossa própria personalidade.
Seja você um filho de Logun Edé, como a Anitta, ou de qualquer outro Orixá, o segredo é manter a fé acesa e o coração aberto.
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