Dia da inclusão digital: como aliar questões básicas de ensino e o preparo dos alunos para um mundo que se transforma tão rápido

Para a diretora-presidente da Fundação Telefônica, inclusão digital é a chave para a equidade na educação

27 mar 2026 - 04h57

No Dia da Inclusão Digital (27/03), a diretora-presidente da Fundação Telefônica Vivo, Lia Glaz, reforça que a equidade na aprendizagem depende da integração entre currículo, formação docente e infraestrutura.

Lia Glaz: Inclusão digital além do acesso para uma educação mais equitativa
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"A inclusão digital também é inclusão social. E isso vem ao encontro de políticas que hoje ordenam os temas que são importantes para que isso possa ser uma realidade. Desde olhar para a infraestrutura, formação dos professores e dos gestores escolares, o currículo e o que chega para os estudantes de um jeito muito coerente", diz Lia em entrevista especial.

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Na conversa, ela reforça o papel central dos professores no processo de inclusão digital e a importância da formação docente como elemento-chave para que a tecnologia gere, de fato, aprendizagem.

"A gente tem se dedicado muito para olhar para o professor nesse processo. Porque entendemos que o olhar da tecnologia integrado a uma boa gestão pedagógica é o que realmente vai fazer com o que o estudante possa ter essa inclusão digital com propósito, para além do entretenimento e de algo que ele vai viver no dia a dia", aponta.

"A inclusão digital vai fortalecer a formação do professor não numa lógica de substituição, e sim de melhoria da prática pedagógica. A gente acredita muito que isso só vai ser possível se os professores tiverem competências digitais adequadas, formação para também falar sobre tecnologia e para o uso dessa tecnologia nas suas atividades de gestão de sala de aula, de avaliação, entre outras tarefas que são rotineiras." - Lia Glaz

Lia aborda também a implementação da BNCC (Base Nacional Comum Curricular) Computação e como esta base é fundamental para que todos os estudantes tenham capacidades digitais que já hoje são exigidas no currículo profissional, mas que ainda são restritas a uma pequena parcela dos alunos. No entendimento de Lia e da Fundação, "todo estudante deveria sair da escola entendendo o que significa não só o trabalho no mundo digital, mas também o que significa ser um cidadão nesse mundo digital."

Na entrevista, Lia ainda fala sobre a aplicação prática da IA no contexto da sala de aula, para muito além da substituição e do acessório, mas sim como parte do processo pedagógico, e ainda diz como ela sonha o futuro da educação pública no Brasil.

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"A gente precisa focar na aprendizagem num contexto que mudou rapidamente. A gente precisa olhar para questões muito básicas, como alfabetização, aprendizado de matemática, para depois pensar em como educar esse jovem para um mundo digital", opina a diretora da Fundação Telefônica.

Diretora-presidente da Fundação Telefônica Vivo. Formada em Administração Pública pela FGV-EAESP e com mestrado na área de Desenvolvimento Econômico e Político pela SIPA-Columbia University. Na Fundação Telefônica Vivo, já liderou a área de Educação, promovendo iniciativas inovadoras e o uso de tecnologia para apoiar o desenvolvimento de crianças e jovens. As opiniões da colunista não representam a visão do Terra.
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