Marinheiros lançam ganchos a 8 mil metros para resgatar estrutura esquecida há mais de 20 anos no fundo do mar
O TAT-8, primeiro cabo de fibra óptica a cruzar o Atlântico, está sendo recuperado para reciclagem
O primeiro cabo de fibra óptica transoceânico da história está sendo retirado do leito marinho para reciclagem. O trabalho é realizado pela empresa especializada Subsea Environmental Services e ainda não tem previsão de conclusão.
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Atualmente, o mundo conta com quase 600 cabos submarinos responsáveis pelo tráfego de dados intercontinental. É graças a eles que permanecemos conectados. O TAT-8 (Trans-Atlantic Telephone 8) foi o oitavo sistema instalado no Atlântico, mas o pioneiro no uso de fibra óptica para transmitir dados entre Europa e Estados Unidos, em uma iniciativa conjunta das operadoras AT&T, British Telecom e France Telecom.
Segundo a revista norte-americana Wired, o cabo entrou em operação em dezembro de 1988 e foi desativado em 2002, permanecendo inativo no oceano desde então. Agora, mais de duas décadas depois, a Subsea Environmental Services iniciou sua remoção.
A operação é conduzida pelo navio MV Maasvliet com o apoio de uma âncora especial em forma de gancho plano --apelidada internamente de "peixe-liso". De acordo com a publicação, a ferramenta desce lentamente até o leito marinho para fisgar a estrutura. Quando o engate ocorre, a tripulação comemora.
"No começo, eu não tinha ideia de como capturar o cabo no fundo do oceano e trazê-lo a bordo", disse o capitão Alex Ivanov à Wired. "Às vezes é difícil encontrá-lo. O cabo pode ter se deslocado da posição original ou estar coberto por cascalho ou areia."
Após ser içado, o material é enrolado manualmente em tanques no porão do navio. Com o diâmetro aproximado de uma vela de aniversário, o cabo é composto por fibras de vidro, aço, polietileno e cobre de alta qualidade. Todos essenciais para a transmissão de dados. Por este motivo, há muito interesse na recuperação do material.
Assim que for totalmente resgatado, o material será enviado à empresa Mertech Marine, na África do Sul, para o processamento final.