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AngloGold Ashanti volta a processar 100% do concentrado de ouro no Brasil

25 ago 2026 - 18h59
Resumo
A AngloGold Ashanti investiu cerca de R$ 105 milhões para reativar a segunda planta do Complexo de Queiroz (MG), voltando a processar 100% do seu concentrado de ouro no Brasil. Com capacidade total restabelecida em 280 mil toneladas anuais após paralisações em 2022 para adequações ambientais, a mineradora elimina a necessidade de exportar o material bruto e consolida a verticalização integral de sua cadeia produtiva no país, que inclui as minas subterrâneas Cuiabá e Lamego.

A ‌AngloGold Ashanti retomou neste mês a operação da segunda planta do Complexo Industrial de Queiroz, em Nova Lima (MG), permitindo que a empresa volte a processar internamente todo o concentrado de ouro produzido a partir de suas ⁠minas no Brasil, reduzindo a necessidade de exportar parte ‌do material, afirmou à Reuters o presidente da AngloGold Ashanti Latam, Luis Lima.

Com a reativação da unidade, ‌a partir de investimentos de cerca ‌de R$105 milhões neste ano, o complexo retorna ⁠à sua capacidade total instalada de cerca de 280 mil toneladas de concentrado processado por ano.

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A empresa já havia retomado a Planta 1 em 2024, com capacidade de processar cerca de 140 mil toneladas por ano ‌de concentrado. Ambas as plantas foram paralisadas em 2022, principalmente ‌por necessidade de ⁠adequações relacionadas ⁠ao tratamento de efluentes, disse Lima. 

O executivo da AngloGold Ashanti -- conhecida ⁠como a indústria mais ‌longeva do Brasil, com ‌192 anos de atuação no país -- informou que parte do concentrado das minas era vendida no mercado, enquanto apenas uma das plantas estava em funcionamento.

"A ⁠verticalização do nosso negócio foi o grande motivo (da retomada)", disse Lima, a jornalistas, durante participação no congresso de mineração Exposibram.

A AngloGold afirma ser a única produtora de ouro no país ‌a integrar 100% de todas as etapas produtivas do ouro. A companhia opera as minas subterrâneas Cuiabá e ⁠Lamego, em Minas Gerais.

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Além do ouro, a planta de Queiroz produz ácido sulfúrico, insumo utilizado pela agricultura e pela indústria. Segundo a empresa, a capacidade de produção do coproduto é de cerca de 240 mil toneladas por ano.

Embora o preço do ouro esteja em patamares historicamente elevados, Lima disse que a empresa busca basear suas decisões de investimento em cenários de longo prazo e em ganhos de eficiência operacional, em vez de oscilações de curto prazo do mercado.

Reuters - Esta publicação inclusive informação e dados são de propriedade intelectual de Reuters. Fica expresamente proibido seu uso ou de seu nome sem a prévia autorização de Reuters. Todos os direitos reservados.
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