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Renan Santos critica Record pela entrevista com Lula e pelo escândalo do Banco Digimais; entenda

Candidato do Missão provoca emissora que transmite entrevista exclusiva com o presidente Lula no mesmo horário do debate que ele faltou

23 ago 2026 - 21h50
(atualizado às 21h55)
Resumo
Deflagrada pela Polícia Federal em 2026, a Operação Miragem apura fraudes e maquiagem contábil no Banco Digimais, controlado por Edir Macedo. A instituição inflou ativos de R$ 71 milhões para R$ 741 milhões para simular solvência, além de replicar práticas do Banco Master. A Justiça bloqueou até R$ 670 milhões de dirigentes, gestores da ID Corretora e do controlador. Sob risco de intervenção do Banco Central, clientes e investidores contam com a garantia do FGC no limite de R$ 250 mil.
Antigo Banco Renner, o Digimais passou ao controle de Edir Macedo e mudou de nome em 2020
Antigo Banco Renner, o Digimais passou ao controle de Edir Macedo e mudou de nome em 2020
Foto: Reprodução/bancodigimais.com.br / Estadão

O candidato Renan Santos (Missão) usou o debate promovido pela Band/Estadão para criticar a emissora Record, que está transmitindo uma entrevista exclusiva com o presidente Luiz Inacio Lula da Silva de forma simultânea ao debate neste domingo, 23. "A Record está se comportando como moleque, se entregando ao Lula porque, aparentemente, está envolvida no escândalo do Digimais"

O escândalo do Banco Digimais envolve investigações da Polícia Federal sobre supostas fraudes financeiras, maquiagem de balanços e ocultação de dívidas na instituição financeira controlada por Edir Macedo. Deflagrada em 23 de junho de 2026, a Operação Miragem apura a prática de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional.

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O que motivou a Operação Miragem da Polícia Federal?

A Operação Miragem foi motivada por relatórios do Banco Central que apontaram indícios de manipulação nos demonstrativos contábeis e nos registros regulatórios do Banco Digimais. A Polícia Federal investiga se os administradores alteraram os dados financeiros da instituição para transmitir uma falsa percepção de solvência aos órgãos de controle e investidores do mercado financeiro.

A decisão da Justiça Federal de São Paulo autorizou o cumprimento de nove mandados de busca e apreensão e o bloqueio de ativos financeiros dos investigados.

Como funcionava a suposta maquiagem contábil no Banco Digimais?

A suposta maquiagem contábil no Banco Digimais envolvia a superavaliação de ativos judiciais por meio de fundos mantidos pela gestora ID Corretora. O Banco Central identificou que direitos creditórios adquiridos por cerca de R$ 71 milhões foram reavaliados e contabilizados por mais de R$ 741 milhões nos balanços da instituição financeira.

Posteriormente, o Banco Digimais vendeu esses ativos reavaliados para sua própria empresa controladora por R$ 741 milhões. O pagamento foi estabelecido para ocorrer apenas em 2032, sem a entrada imediata de recursos no caixa do banco.

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Qual é a relação entre o Banco Digimais e o Banco Master?

A Polícia Federal afirma que o Banco Digimais replicou a tática do Banco Master ao utilizar ativos de rentabilidade desproporcional para inflar artificialmente o patrimônio e captar recursos. Além disso, o Banco Digimais registrou uma exposição de aproximadamente R$ 600 milhões em carteiras de crédito vinculadas ao Banco Master antes de sua liquidação extrajudicial.

A Justiça Federal autorizou o bloqueio de até R$ 670 milhões em bens e valores ligados aos investigados do Banco Digimais, segundo a Polícia Federal (2026).

Quem são os alvos das investigações?

Os alvos de mandados na Operação Miragem incluem dirigentes do Banco Digimais, como João Luiz Urbaneja, Thiago Rodrigues Urbaneja, Marcelo de Lima Brasil, João Alves de Campos e Rodrigo Ruggero. Também são investigados os proprietários da gestora ID Corretora, José Roberto Giancoli Filho e Rodrigo Balassiano. O proprietário do banco, Edir Macedo, teve o sigilo bancário quebrado e bens bloqueados.

O que pode acontecer com o banco e os clientes?

O Banco Central pode adotar regimes de solução, como intervenção, Regime de Administração Especial Temporária (RAET) ou liquidação extrajudicial, caso verifique a perda de capacidade operacional da instituição. Em caso de liquidação, os valores depositados por clientes em contas e investimentos contam com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) até o limite de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ.

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Texto gerado com ajuda de Inteligência Artificial e editado pelo nosso time de jornalistas.
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