O ONS determinou que distribuidoras restrinjam a micro e minigeração distribuída neste domingo para evitar desequilíbrios na rede elétrica, devido à baixa demanda no fim de semana. Esta é a segunda vez que o plano emergencial é acionado pelo órgão, que não controla essas fontes diretamente. Em resposta, a Abradee cobrou critérios mais claros e políticas públicas urgentes para organizar o excesso de geração renovável e afastar o risco de insegurança jurídica e apagões no setor.
O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) voltou a acionar neste domingo as distribuidoras para que restrinjam a geração em usinas conectadas às redes em suas áreas de concessão, como forma de evitar desequilíbrios no sistema, diante de previsão de menor demanda por energia, informou o órgão.
O chamado Plano Emergencial de Gestão de Excedentes de Energia na Rede de Distribuição é acionado em situações em que, após a redução da geração sob responsabilidade do ONS, ainda há produção de energia nas áreas atendidas pelas distribuidoras que precisa ser reduzida para equilibrar geração e carga.
"O Operador já havia comunicado aos agentes de distribuição com antecedência para que se preparassem para redução de geração dos ativos que estão sob sua responsabilidade, já que o ONS não possui controle sobre essas fontes", afirmou o ONS.
"O recurso é indicado para manter o equilíbrio do sistema frente à geração da Micro e Mini Geração Distribuída (MMGD), combinada a uma carga menor por conta do final de semana."
Em nota, a Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee) afirmou que foi informada do plano pelo ONS e que a restrição deveria ocorrer entre 11:00 e 13:30 deste domingo.
Foi a segunda vez que o ONS acionou o plano, implementado para trazer mais segurança ao sistema, uma vez que o operador não possui controle sobre as fontes de geração distribuída, que estão em forte crescimento no país. A primeira vez ocorreu em 7 de junho, quando a redução foi de 1 GW.
A Abradee reiterou a necessidade de um maior detalhamento dos procedimentos, permitindo que eventuais cortes sejam feitos pelos geradores de acordo com critérios claros, robustos e definidos. "A ausência desses pontos, na visão da Associação, pode trazer insegurança jurídica para todo o setor elétrico", afirmou.
"Considerando o desafio de operar o sistema em momentos de baixo consumo, o segmento de distribuição entende que os problemas decorrentes do excesso de geração renovável são uma realidade, sendo urgente e necessário o aprofundamento de políticas públicas que possam reorganizar o sistema e solucionar os gargalos existentes para evitar apagões", disse a Abradee.