Oferecimento

Diretora do FMI diz que economia global está resistindo ao choque energético e destaca preocupações fiscais

25 ago 2026 - 17h35
Resumo
A diretora do FMI, Kristalina Georgieva, afirmou que a economia global resiste ao choque energético da guerra no Irã melhor que o esperado, impulsionada pelo boom de investimentos em inteligência artificial e pela diversificação energética. No entanto, ela alertou para riscos fiscais crescentes, endividamento elevado, tensões comerciais e inflação persistente, fatores que podem levar os bancos centrais a manterem políticas monetárias restritivas e desacelerarem o crescimento mundial.

A diretora-gerente do Fundo ‌Monetário Internacional, Kristalina Georgieva, afirmou nesta terça-feira que a economia global tem resistido ao choque energético da guerra no Irã melhor do que se temia, mas manifestou preocupação com a deterioração das condições fiscais em alguns ⁠países, evidenciada pelo aumento dos rendimentos dos títulos e ‌pela estagnação do processo de desinflação.

Georgieva disse a repórteres em uma coletiva antes da reunião dos ‌líderes financeiros do G20, que ocorrerá ‌na próxima semana em Asheville, na Carolina ⁠do Norte, que havia um "cabo de guerra" entre o choque negativo no abastecimento de energia do Golfo Pérsico e os ventos favoráveis ao crescimento decorrentes do boom de investimentos em inteligência artificial, que estava começando ‌a se espalhar para além das fronteiras dos EUA.

Publicidade

Ela ‌afirmou que os ⁠riscos para as ⁠perspectivas globais estavam mais equilibrados do que em abril, mas ⁠ainda assim com tendência ‌de queda, devido ‌às crescentes pressões fiscais e à possibilidade de os bancos centrais manterem uma política monetária restritiva para controlar a inflação.

O crescimento global está "resistindo a fortes ⁠ventos contrários decorrentes de altos níveis de endividamento, inflação persistente e tensões comerciais. Até o momento, ele tem resistido ao choque energético causado pelo fechamento do Estreito de Ormuz ‌melhor do que temíamos, graças a uma combinação de fatores", disse Georgieva.

Esses fatores incluem a redução das ⁠reservas de petróleo e gás por muitos países, o aumento do fornecimento de energia fora da região do Golfo, a menor demanda por energia, o aumento da capacidade de energia renovável e um retorno à geração de energia a carvão em alguns locais.

Os investimentos em inteligência artificial nos EUA estão mantendo sólidos os lucros das empresas e os gastos dos consumidores, e outros países estão intensificando a construção de data centers e o fornecimento de hardware de IA, disse ela.

Publicidade
Reuters - Esta publicação inclusive informação e dados são de propriedade intelectual de Reuters. Fica expresamente proibido seu uso ou de seu nome sem a prévia autorização de Reuters. Todos os direitos reservados.
TAGS
Curtiu? Fique por dentro das principais notícias através do nosso ZAP
Inscreva-se