Santo Antônio, São João e São Pedro: entenda a tradição das festas juninas
Você sabe por que o mês de junho é tão sagrado e festivo no Brasil? Conheça a história dos três santos católicos que dão vida às nossas quermesses
O mês de junho chegou e, com ele, o aroma de quentão, o som da sanfona e o colorido das bandeirinhas tomam conta do Brasil.
A festa junina é uma das celebrações mais amadas da nossa cultura. Porém, muito além das comidas típicas e das danças de quadrilha, esse período carrega uma força espiritual gigantesca.
Afinal, a própria palavra "junina" tem tudo a ver com o mês de junho e, principalmente, com os três santos celebrados nesta época.
Santo Antônio, São João e São Pedro formam o trio mais famoso do catolicismo popular brasileiro.
O portal João Bidu preparou um guia especial para você entender a história de cada um e descobrir por que eles ganharam tanta importância nas nossas festividades.
Santo Antônio: o querido casamenteiro
A temporada de homenagens começa logo no dia 13 de junho com Santo Antônio.
Nascido em Lisboa, Portugal, ele ficou conhecido mundialmente por sua extrema generosidade com os mais pobres e por sua facilidade em pregar a palavra de Deus.
Ele é o santo que abre os festejos juninos com muita fé.
No Brasil, Santo Antônio carrega a forte fama de ser o "Santo Casamenteiro". A tradição conta que ele ajudava mulheres humildes a conseguirem doações para o enxoval e o dote do casamento.
Por isso, a véspera do seu dia (12 de junho) é o Dia dos Namorados por aqui. É a época perfeita para fazer simpatias e pedir aquela força no amor.
São João: a grande estrela da fogueira
A maior festa de todas acontece no dia 24 de junho, data dedicada a São João Batista. Na história bíblica, João era primo de Jesus Cristo e o responsável por batizar as pessoas no Rio Jordão.
Ele pregava a conversão e preparava o caminho para a chegada do Messias.
A fogueira junina, símbolo máximo da quermesse, nasceu da história de São João.
Conta a tradição que sua mãe, Santa Isabel, acendeu uma grande fogueira no topo de uma montanha para avisar Maria que o menino João havia nascido.
No Brasil, o Nordeste comemora essa data com festivais gigantescos, muita música, dança e gratidão pela chuva e pelas colheitas de milho.
São Pedro: o guardião das chaves do céu
Para fechar o mês com chave de ouro, no dia 29 de junho celebramos São Pedro. Ele foi um dos doze apóstolos mais próximos de Jesus e o primeiro Papa da Igreja Católica.
Jesus entregou a ele a missão de liderar os fiéis na Terra, dizendo que ele seria a rocha da Igreja.
Na sabedoria popular brasileira, São Pedro é conhecido como o santo que abre e fecha as portas do céu e que comanda as chuvas.
Como ele também era pescador de profissão, o dia 29 é fortemente comemorado pelas comunidades costeiras e pescadores de todo o país. Sua festa encerra oficialmente as comemorações do mês junino.
Por que eles são celebrados em junho no Brasil?
Essa tradição chegou ao Brasil através dos colonizadores portugueses ainda no período colonial.
Na Europa, as festas que aconteciam em junho coincidiam com o solstício de verão, uma época em que os povos antigos faziam rituais pagãos para pedir fertilidade à terra e celebrar as boas colheitas.
Com o passar do tempo, a Igreja Católica cristianizou essas festas, associando o período ao nascimento e martírio desses três santos importantes.
Quando a tradição desembarcou no Brasil, ela se misturou com a cultura indígena e africana, criando a nossa identidade junina única.
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