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Sherlock do amor

12 set 2019
09h00
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Sherlock repete frequentemente para seu auxiliar Watson: Elementar, meu caro. Ah, claro, basta olhos de ver, bom senso, sensatez, capacidade racional e liberdade frente alienações. Daí basta focar a lupa na relação e avaliar se o que rola é amor ou não.

Sou, mesmo sem o gosto pelo cachimbo e pelo violino, em larga medida, na poltrona do meu consultório, uma Sherlock do amor, detetive das paixões. O que uso como pistas? Minhas cinco balizas – que posicionam a complexidade do relacionamento a dois. Vamos a elas.

Pista 1: Como está a confiança mútua? Ela é a escada pela qual a segurança do relacionamento pode crescer. Quando o par não forma uma parceria, não forma uma dupla, as coisas costumam se despedaçar, sem possibilidade de composição ou conserto. A confiança gera a cumplicidade, aproxima as duas pessoas, leva ao apoio, ao encorajamento. Na sua ausência, os caminhos tendem a se separar.

Pista 2: Como está a dinâmica? Casais podem desenvolver dinâmicas pró-ativas ou tóxicas. O par pode se complementar ou se distanciar, se perder mesmo um do outro – gerando sofrimento e machucados. Quando a dinâmica degringola, causando danos, derivando para a ira, para a agressividade, para a falta de respeito, o casal está destruído.

Pista 3: Como vai a capacidade de adaptação? Claro que a saúde de qualquer relação avança quando se aceita que a condição (de tudo) é evolutiva. Mudança é marca distintiva do humano. Tudo muda, tudo é mudança, e, no contexto dos casais, há uma demanda de esforço e de trabalho, dedicação e compromisso, disposição e aceitação. Nesse sentido, os planos de vida precisam estar alinhados, afinados, em sintonia. 

Pista 4: E o sexo? Ah, sim, sem hipocrisia: somos adultos e precisamos encarar o tema (sempre inevitavelmente cercado de pudores e tabus). Aqui é preciso compreender, sem qualquer flexibilização, que a sexualidade precisa ser uma forma de plenitude na união, alegria e conexão. O problema principia quando é usada para manipular o outro, fazendo-o sentir-se mal.

Pista 5: Acabou o amor? Muitas vezes o amor se esgota, acaba. Sim! Simples assim! Geralmente essa situação é a mais complicada e difícil. Por medo de machucar, é comum tentar-se de tudo antes de admitir que não se gosta mais daquela pessoa – ou, pelo menos, não se gosta mais daquela forma anterior que motivou a união. São muitas (e tristes) as escapatórias infelizes, mentiras, frustrações, fugas, tentativas de esconder, máscaras que amplificam o problema e a dor.  

Bem. É assim: atenção para essas pistas, coerência e sensibilidade e você também será Sherlock do amor, sabendo se vale a pena insistir no “eu te amo”, ou melhor dizer “adeus”?

Quer saber mais sobre o trabalho de Marina Gold ou entrar em contato com ela, clique aqui.

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Fonte: Equipe portal
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