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"Encontre o mestre si mesmo", diz vidente

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"Aqueles que navegam num mar de amarguras, cuja vida é órfã de sol, e caminham anos embebidos de lágrimas, estão mais chegados a ouvir no fundo dos seus corações sangrentos o murmúrio discreto da verdade eterna". São palavras, dolorosas e corretas, de Paul Brunton, talentoso jornalista e escritor, pesquisador incansável, estudioso apaixonado dos mistérios místicos e religiosos da Índia.

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Foto: Getty Images

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Mais do que uma aproximação, Brunton viveu uma aventura plena, anos e anos dedicados ao caminho iniciático para se tornar um "mahasaya", palavra em sânscrito que designa pessoa de grande coração, muito acolhedora. Essa jornada, de inspiração divina, vivida com os sentidos aguçados e a receptividade alerta, se desenrola entre sábios, magos e yogues. Sem trégua, milhares e milhares de quilômetros são percorridos, homens de alto valor espiritual e estranhos encontros marcam o caminho.

Errante pela imensidão da Índia, Brunton, peregrino, de cidade em cidade, de vilarejo em vilarejo, busca incansável onde possa repousar o espírito e encontrar o mestre que modele pensamento e sensibilidade. A galeria de faces bronzeadas que desfila é grande: meteoros vibrantes de luz passando pela noite tenebrosa da vida.

É intenso o momento inesquecível, "gravado no calendário dos anos com letras de ouro", reservado pelo destino, de encontro com o profeta Chandi Das, homem de caráter superior e bondade simples, dotado de faculdades místicas excepcionais. Rodando num carro alugado pelas florestas infestadas de tigres e leopardos do Oeste do país, num entardecer abrasador e poeirento, cruza um par muito estranho sentado à margem do caminho. À sombra de um arbusto, como estátuas de pedra, meditando, mestre e discípulo!

O discípulo, tendo raramente a oportunidade de ver um Ocidental, com um olhar cheio de curiosidade, serve água fresca, legumes cozidos e uma caçarola de cereal. A hospitalidade se organiza de maneira simples. A tarde resfria, a lamparina é acesa. Os olhos negros de Chandi Das, refratário a toda conversa, brilham, fascinantes em sua profunda dignidade. Finalmente, o sábio fala: "Sua visita me honra. O senhor quer conhecer a Sabedoria? As profundezas do espírito humano? É simples. O senhor tem de encontrar o mestre em si, quero dizer, em seu próprio eu".

Nada mais. O silêncio prolongado seria perturbado apenas, esporadicamente, pelo urro das hienas à lua cheia que se eleva. Ensinamento forte. Um desafio para vida inteira... e para todos.

Quer saber mais sobre o trabalho de Marina Gold, ou entrar em contato com ela, clique aqui.

Fonte: Especial para Terra
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