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Em alta, baralho cigano (Lenormand) é diferente do convencional; entenda a moda

Direto, simbólico e repleto de significados do cotidiano, o baralho cigano conquista novos públicos

24 out 2025 - 04h59
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Foto: Getty Images

O baralho cigano, também conhecido como Lenormand, vive um novo auge nas redes sociais e nos consultórios esotéricos. Enquanto o tarot carrega uma tradição ligada a arquétipos universais e simbolismos espirituais, o Lenormand se destaca por ser mais direto e descritivo, oferecendo respostas rápidas e ligadas à vida prática — e, segundo especialistas, é exatamente isso que tem atraído cada vez mais adeptos.

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“A popularidade do baralho cigano está relacionada à forma como ele fala de maneira tão direta e carregada de detalhes”, explica Jozy Lima, cartomante e fundadora da página Tarot & Energia. “As pessoas querem saber sobre o futuro, sobre o que pode surgir na vida delas, e o baralho cigano consegue trazer isso com excelência — ele é conhecido por ir direto ao ponto.”

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Uma nova geração de curiosos

Nas redes sociais, vídeos de tiragens e previsões têm viralizado entre o público mais jovem. O formato dinâmico e as leituras intuitivas despertam curiosidade — e ajudam a romper preconceitos antigos em torno da cartomancia.

“Os jovens estão recorrendo ao baralho cigano não só para saber o que vai acontecer, mas para entender como lidar com a vida”, conta Jozy. “Como ele é considerado um dos mais ‘fofoqueiros’ dos oráculos, desperta a vontade de descobrir o que o outro sente, deseja e pensa. É uma linguagem simbólica, mas também muito emocional.”

A especialista explica que a popularização também vem da expansão digital da cartomancia. Plataformas como Instagram, TikTok e YouTube facilitaram o acesso a tiragens interativas, vídeos explicativos e depoimentos que aumentam o interesse do público. “A cartomancia está furando uma bolha”, afirma. “Hoje, independente de religião, muita gente procura uma leitura como forma de autoconhecimento e orientação.”

Origens e história

Apesar do nome, o baralho cigano não foi criado por ciganos. Ele surgiu na Europa do século XIX, inspirado em um jogo de tabuleiro alemão chamado Das Spiel der Hoffnung (“Jogo da Esperança”), criado em 1799 por Johann Kaspar Hechtel.

O jogo trazia 36 cartas ilustradas com símbolos simples — como o coração, o sol, a foice e a âncora — que mais tarde seriam adaptadas para o oráculo conhecido como Petit Lenormand, em homenagem à vidente francesa Marie Anne Adélaïde Lenormand (1772–1843).

Lenormand se tornou uma das cartomantes mais influentes de Paris, atendendo figuras como Napoleão Bonaparte e Josefina, sua esposa. Suas leituras combinavam cartas, astrologia e numerologia, e sua fama foi tão grande que seu nome acabou eternizado em um dos baralhos mais populares do mundo esotérico.

No Brasil e na América Latina, o oráculo ganhou o apelido de “baralho cigano”, em referência à associação histórica entre o povo cigano e práticas místicas. “Era comum ver cartomantes ciganas usando o Lenormand, e isso reforçou a conexão simbólica”, explica Jozy Lima. “Com o tempo, o nome se popularizou e ficou mais forte do que o original.”

Como funciona o Lenormand

O baralho cigano tem 36 cartas, cada uma com um símbolo específico ligado ao cotidiano. Entre os mais conhecidos estão o Coração (amor e afetividade), a Casa (família e segurança), o Caminho (decisões), a Raposa (cautela) e o Sol (sucesso e vitalidade).

“O tarot trabalha com arquétipos e aspectos psicológicos, enquanto o Lenormand usa símbolos do dia a dia”, explica Jozy. “Ele fala de trabalho, amor, finanças, pessoas próximas. É um oráculo muito mais voltado ao cotidiano.”

A leitura pode ser feita de diversas formas — desde tiragens rápidas com três cartas até o “Grande Tabuleiro”, uma leitura completa com as 36 lâminas. “Nesse método, o baralho mapeia a vida do consulente: passado, presente, futuro, conexões e acontecimentos que podem surgir. É uma leitura minuciosa e cheia de detalhes”, diz a cartomante.

Direto, simbólico e intuitivo

Embora tenha fama de “literal”, o Lenormand também permite leituras profundas, desde que o cartomante saiba se conectar com o oráculo. “Ele é direto, mas também pode ser espiritual. Tudo depende de como você pergunta e se conecta. Quando há sintonia, ele revela mensagens muito intensas e até emocionais”, afirma Jozy.

Segundo ela, um dos grandes atrativos é o equilíbrio entre clareza e sensibilidade. “As pessoas estão em busca de respostas que tragam detalhes e que revelem o que está oculto. E isso o baralho cigano faz muito bem.”

Por que tantos preferem o baralho cigano?

Nos últimos anos, muitos cartomantes migraram do tarot para o Lenormand, atraídos pela praticidade e pela profundidade simbólica. “Alguns acham o baralho cigano mais fácil de aprender por ter 36 cartas, mas eu sempre digo que, apesar de parecer simples, ele é complexo”, explica Jozy.

Ela também destaca que o Lenormand é mais mediúnico e instintivo, o que o torna mais livre. “É um oráculo que fala com imagens, com intuição. As cartas têm vida própria — às vezes mostram até o que o consulente não quer ver.”

Entre as cartas mais temidas estão a Cobra, os Ratos e o Caixão, associadas a transformações, perdas e alertas. Mas, segundo Jozy, até as cartas difíceis têm um papel importante: “Elas não vêm para assustar, mas para revelar o que precisa ser visto.”

Uma prática que une tradição e modernidade

O interesse crescente pelo baralho cigano reflete um movimento mais amplo de busca por espiritualidade prática — uma forma de autoconhecimento acessível e conectada à vida real.

“Hoje, o Lenormand fala a linguagem do tempo moderno”, resume Jozy Lima. “Ele é simbólico, mas direto. E quando o consulente aprende a escutar, ele entende que o baralho não fala apenas do futuro — ele fala de nós mesmos.”

Fonte: Terra Content Solutions
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