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Peças omitem que projeto contra abuso infantil revogado pelo governo foi substituído por novo programa

8 set 2023 - 15h47
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São enganosas as publicações que sugerem que o governo Lula (PT) deixou a região do Marajó (PA) desassistida ao revogar um projeto contra a exploração infantil criado em 2020 pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF), ex-ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos no governo Jair Bolsonaro (PL). As peças de desinformação omitem que a nova gestão revogou o projeto porque lançou uma nova iniciativa, o Cidadania Marajó, que também tem como um de seus objetivos a proteção de crianças e adolescentes.

As alegações enganosas acumulavam mais de 105 mil curtidas no Instagram e centenas de compartilhamentos no Facebook até a tarde desta sexta-feira (8).

Selo não é bem assim

Os pedófilos agradecem: Lula revoga projeto de Damares contra abuso infantil no Marajó.
Manchete sobre revogação de projeto contra abuso infantil no Marajó é acompanhada de comentários como: os pedófilos agradecem
Manchete sobre revogação de projeto contra abuso infantil no Marajó é acompanhada de comentários como: os pedófilos agradecem
Foto: Aos Fatos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva revogou, na última terça-feira (5), o projeto Abrace Marajó, criado em 2020, durante a gestão Bolsonaro. Desde então, parlamentares e usuários passaram a criticar a medida, alegando que a revogação do programa — que visava combater a exploração sexual de menores — teria deixado a região desassistida. Isso, no entanto, não é verdade.

A revogação do Abrace Marajó já era prevista desde maio, quando o MDH (Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania) lançou outro programa, o Cidadania Marajó, com objetivos semelhantes ao projeto do governo anterior. De acordo com a pasta, o novo projeto "terá ênfase no enfrentamento de violações sistemáticas de direitos humanos ocorridas historicamente na região", incluindo a exploração e o abuso sexual de crianças e adolescentes.

Ainda de acordo com o governo, o Abrace Marajó foi substituído porque seu comitê gestor não contava com participação da sociedade civil e porque foi alvo de denúncias que questionavam sua governança. "O programa foi utilizado para a exploração de riquezas naturais e para atender a interesses estrangeiros, sem benefício ou participação social da população local", afirmou o Planalto em nota publicada na data da revogação.

Referências:

1. DOU

2. MDH

3. Planalto

Aos Fatos
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