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Advogado é condenado por usar laudo médico falsificado para tentar soltar cliente em Porto Alegre

Sentença da 1ª Vara Criminal fixou pena de quatro anos e seis meses de reclusão em regime semiaberto após denúncia do GAECO/MPRS

16 fev 2026 - 13h53
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Um advogado denunciado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Rio Grande do Sul (GAECO/MPRS) foi condenado a quatro anos e seis meses de prisão pelo crime de uso de documento público falso. A decisão foi proferida no início de fevereiro pela 1ª Vara Criminal de Gravataí e estabelece cumprimento inicial em regime semiaberto.

Foto: imagem meramente ilustrativa / Rafa Marin/Polícia Penal / Porto Alegre 24 horas

Segundo as investigações do 2º Núcleo Regional do GAECO Metropolitana, o caso ocorreu em março de 2020, no início da pandemia de Covid-19. O réu teria anexado a um pedido judicial um laudo médico falsificado com o objetivo de obter a revogação da prisão preventiva de um cliente.

O documento indicava que o detento havia sido atendido em uma unidade de saúde de Gravataí em data na qual ele estava recolhido ao sistema prisional em Porto Alegre, o que demonstrou a impossibilidade do atendimento. O médico citado no atestado confirmou que nunca prestou atendimento ao preso nem assinou o laudo.

Na sentença, o Judiciário apontou agravantes, como a violação dos deveres profissionais da advocacia, a tentativa de favorecer a impunidade e a prática do crime durante a calamidade pública. O cliente foi absolvido por falta de provas sobre conhecimento da fraude, e o advogado poderá recorrer em liberdade.

MPRS.

Porto Alegre 24 horas
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