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Política

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Durante reunião do G7, Lula diz à presidente do FMI que "nunca foi esquerdista"

Declaração foi feita durante conversa informal captada pela transmissão da cúpula do G7, realizada na França

17 jun 2026 - 11h51
(atualizado às 12h30)
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‘Nunca fui esquerdista’, diz Lula em conversa no G7:

Durante a cúpula do G7, realizada em Évian-les-Bains, na França, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira, 17, que "nunca foi esquerdista". A fala ocorreu durante uma conversa informal entre o petista e a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, e foi flagrada pela transmissão do evento.

Ao falar sobre as transformações no cenário político global, Lula afirmou que "o mundo não é de esquerda" e argumentou que a maioria dos governos ocupa posições mais próximas do centro político.

Luiz Inácio Lula da Silva durante reunião ampliada do G7
Luiz Inácio Lula da Silva durante reunião ampliada do G7
Foto: Ricardo Stuckert / PR

A declaração foi feita após Georgieva afirmar que, quando Lula venceu sua primeira eleição presidencial, havia a expectativa de que ele adotasse uma postura mais à esquerda. Em resposta, o presidente disse que sempre manteve uma boa relação com os sindicatos, mas que nunca foi de esquerda.

"O mundo não é de esquerda, o mundo é do caminho do meio. Essa é a verdade. Eu nunca fui esquerdista, eu era um dirigente sindical, que tinha uma belíssima relação com o sindicalismo alemão, muito forte. Uma relação boa com o sindicalismo italiano e uma relação boa com a UGT da Espanha", afirmou o presidente. 

Em seguida, Lula relembrou um episódio do início de sua atuação política. De acordo com o presidente, ele foi convidado para participar de um congresso na então União Soviética, em 1980, mas acabou não viajando ao país. A partir desse episódio, passou a ser classificado como "anticomunista".

"Eu nunca fui. Em 1980 tinha um congresso na Rússia que eu fui convidado, eu não fui à Rússia porque fui condenado pela Lei de Segurança Nacional. Eu fiz uma viagem pela Europa angariando solidariedade e aí passei a ser tratado como anticomunista", disse.

Antes de comentar sobre seu posicionamento político, Lula também abordou o sistema eleitoral brasileiro e elogiou o modelo de urnas eletrônicas utilizado no País. O presidente destacou a logística necessária para levar os equipamentos a áreas remotas e defendeu que a experiência do Brasil poderia servir de exemplo para outras nações. 

Fonte: Portal Terra
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