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Vídeo em que Flávio Dino 'faz o L' em carnaval é de 2023, e não recente

GRAVAÇÃO FOI FEITA QUANDO ELE CHEFIAVA MINISTÉRIO DA JUSTIÇA E SEGURANÇA PÚBLICA; MINISTRO SERIA INDICADO AO SUPREMO MESES DEPOIS, EM NOVEMBRO DAQUELE ANO

18 fev 2026 - 12h05
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O que estão compartilhando: que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino teria sido filmado pulando carnaval e "fazendo o L", em referência ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Vídeo em que Flávio Dino ‘faz o L’ em carnaval é de 2023, e não recente
Vídeo em que Flávio Dino ‘faz o L’ em carnaval é de 2023, e não recente
Foto: Reprodução/X / Estadão

O Estadão Verifica investigou e concluiu que: é enganoso, pois a postagem omite que a gravação é de 2023, e não recente. À época, Dino ainda era ministro da Justiça e Segurança Pública. Ele foi nomeado ao Supremo meses após a filmagem, em novembro daquele ano.

O perfil responsável pela publicação foi procurado pela reportagem, mas não respondeu.

Saiba mais: as postagens que compartilham o vídeo de Dino no carnaval de São Luís, no Maranhão, acumulam milhares de visualizações. Elas não sinalizam, porém, que a filmagem é antiga.

A gravação foi feita há três anos, em 2023, no trio elétrico das cantoras Vanessa da Mata e Flávia Bittencourt, no circuito da Avenida Litorânea, na capital maranhense. Nessa época, Dino ainda ocupava o cargo de ministro da Justiça no governo Lula. Veja abaixo.

Uma das contas responsáveis por publicar o vídeo descontextualizado pertence ao advogado Jeffrey Chiquini, que defende o ex-assessor Filipe Martins na ação sobre a trama golpista do 8 de Janeiro. Ele foi procurado, mas não retornou até o encerramento desta checagem.

Na publicação, Chiquini alega que Dino teria cometido crime de responsabilidade enquanto ministro do Supremo por "atividade político-partidária", com base na Lei nº 1.079, de 10 de abril de 1950. Ele omite que Dino ainda não integrava a Suprema Corte na época em que o vídeo foi gravado.

Dino foi nomeado para o STF meses depois, em novembro de 2023, para ocupar a vaga deixada por Rosa Weber. A indicação dele foi aprovada pelo Senado Federal em dezembro daquele ano, com 47 votos a favor e 31 contra.

Como lidar com postagens do tipo: tirar imagens e vídeos de contexto é uma tática comum de desinformação. Aqui, a reportagem recorreu à busca reversa de imagens. Trata-se de uma ferramenta que ajuda a descobrir se uma determinada mídia já foi compartilhada antes na internet, em quais sites e em quais circunstâncias. Aprenda aqui como fazer.

Estadão
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