UE alerta para 'crise energética fóssil' e pede aceleração de transição

Comissário citou preocupações com tensões no Oriente Médio

13 mai 2026 - 10h41
(atualizado às 12h19)

O comissário de Energia da União Europeia, Dan Jorgensen, alertou nesta quarta-feira (13) que a Europa enfrenta uma "situação muito grave" no "setor energético fóssil", agravada pelas tensões no Oriente Médio.

Declaração foi dada por Jorgensen no Chipre
Declaração foi dada por Jorgensen no Chipre
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

A declaração foi dada à margem de uma reunião informal do Conselho de Energia, que está sendo realizada no Chipre.

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"Estamos enfrentando uma situação muito grave; a crise energética no Oriente Médio está pressionando a Europa. É uma crise energética, mas é mais correto dizer que é uma crise energética fóssil", afirmou o comissário.

Segundo Jorgensen, o cenário atual reforça a necessidade de acelerar a transição energética do bloco.

Ele defendeu o avanço dos objetivos climáticos da União Europeia e a intensificação de medidas de eficiência energética, além da substituição gradual dos combustíveis fósseis por fontes renováveis.

O comissário destacou ainda que políticas de incentivo são fundamentais para reduzir a dependência de energia fóssil. "A melhor coisa que podemos fazer pelos nossos cidadãos e pelas nossas indústrias é tornar os incentivos que os encorajam a abandonar os combustíveis fósseis em favor das energias renováveis o mais atrativos possível", afirmou.

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Jorgensen reconheceu que alguns Estados-membros enfrentam pressões de curto prazo e precisam apoiar setores industriais ou famílias vulneráveis. No entanto, ressaltou que essas medidas devem ser "direcionadas e temporárias".

Por fim, o comissário também apresentou um "catálogo de boas práticas e ideias" voltado à redução do consumo energético e da demanda, com foco em estratégias já discutidas nas últimas semanas dentro da União Europeia.

A crise energética, segundo ele, evidencia a urgência de acelerar políticas estruturais de transição, reduzindo a dependência europeia de combustíveis fósseis em meio à instabilidade geopolítica global.

"A crise energética provocada pela guerra no Oriente Médio é uma crise dos combustíveis fósseis, razão pela qual devemos buscar objetivos de transição", concluiu. 

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