Kremlin diz que Rússia pode fazer negócios com EUA se parar de vincular comércio à Ucrânia

13 mai 2026 - 11h57

A Rússia está interessada em ‌projetos econômicos conjuntos com os Estados Unidos se Washington parar de vincular os laços comerciais a um acordo de paz na Ucrânia, disse o Kremlin na quarta-feira.

Em seu briefing diário com os repórteres, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, também reiterou ⁠os termos duros para acabar com a guerra, que o ‌presidente Vladimir Putin estabeleceu há quase dois anos e a Ucrânia rejeitou enfaticamente.

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Tanto as empresas russas quanto as norte-americanas ‌poderiam lucrar potencialmente com uma série de ‌investimentos conjuntos e projetos econômicos, disse Peskov.

"Na medida em ⁠que o lado norte-americano estiver disposto a desvincular as perspectivas de normalização das relações comerciais e econômicas de um acordo ucraniano, ou na medida em que um acordo ucraniano ocorrer, então esperamos que o caminho para a implementação de toda ‌uma gama de projetos econômicos esteja aberto", afirmou ele.

Putin tem dito ‌que há potencial para ⁠que a ⁠Rússia e os EUA explorem conjuntamente enormes reservas minerais no Ártico, e ⁠também aventou a possibilidade de ‌projetos no Alasca.

Seu enviado ‌de investimentos Kirill Dmitriev, uma figura-chave nas negociações entre Moscou e Washington, chegou a propor a construção de um túnel ferroviário "Putin-Trump" sob o Estreito de Bering para ligar ⁠os dois países.

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Por enquanto, no entanto, a Rússia continua sob sanções abrangentes dos EUA, em grande parte ligadas à guerra. Os esforços de Trump para acabar com ela não produziram nenhum avanço até o ‌momento, embora tanto ele quanto Putin tenham dito nos últimos dias que acreditam que o fim do conflito está próximo, após ⁠mais de quatro anos de intensos combates.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, disse que não acredita que a Rússia tenha qualquer intenção de parar a guerra.

Peskov reiterou as condições que Putin estabeleceu em junho de 2024, quando disse que um cessar-fogo e negociações só poderiam ocorrer se a Ucrânia se retirasse do território que ainda detém em quatro regiões que a Rússia diz ter anexado.

A Ucrânia rejeitou essas condições como absurdas e se recusou a entregar as terras que tem defendido com sucesso desde 2022. Atualmente, a Rússia controla cerca de 20% do país.

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