Rei Charles III discursa no Parlamento em meio à pressão por queda de Starmer

Programa do governo abrange proximidade com UE e guerra na Ucrânia

13 mai 2026 - 12h06
(atualizado às 13h18)

O tradicional desfile de carruagens do Palácio de Buckingham até Westminster para o discurso do monarca do Reino Unido sobre a agenda legislativa para os próximos 12 meses ocorreu nesta quarta-feira (13) em meio à crise que põe em xeque o futuro do primeiro-ministro Keir Starmer, pressionado para renunciar ao cargo.

Rei Charles III lê programa anual do governo britânico no Parlamento
Rei Charles III lê programa anual do governo britânico no Parlamento
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

O programa anual do governo, lido pelo rei Charles III, abrange um pacote com 35 projetos de lei em imigração, saúde e segurança pública, mas também uma relação mais estreita com a União Europeia, principalmente no âmbito comercial, após a saída do Reino Unido do bloco europeu, processo conhecido como Brexit.

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Entre outros pontos, o monarca reafirmou o apoio de Londres à Ucrânia, a necessidade de unir as forças do país face às graves crises globais atuais, o compromisso com os valores da democracia e da liberdade, bem como, a defesa da unidade do território britânico.

"O Reino Unido renova seu apoio ao povo ucraniano, na linha de frente da luta pela liberdade, e permanece ao lado da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan)", disse Charles III, acrescentando que Kiev está ameaçada por "um mundo cada vez mais perigoso e instável", a começar "pelo conflito no Oriente Médio".

"Todos os elementos da segurança energética, da defesa e da economia nacional serão postos à prova", declarou ainda o monarca, enfatizando o papel de Londres na segurança europeia dentro da Otan.

Ele reafirmou o compromisso do governo em combater a "crescente ameaça de estados hostis" e em aumentar a segurança cibernética. Também enfatizou a importância da independência energética britânica, com foco em energias renováveis, e o compromisso do governo em conter a imigração ilegal.

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Pouco antes do discurso do rei, a imprensa britânica noticiou que o ministro da Saúde, Wes Streeting, está se preparando para deixar o cargo e lançar uma disputa interna contra Starmer.

Mas segundo um porta-voz, "o primeiro-ministro tem plena confiança" em Streeting.

Ontem, mais de 80 parlamentares pressionaram Starmer a renunciar, mas ele se recusou. A crise ocorre após uma grande derrota do governo nas eleições locais na semana passada.

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