Tiros são disparados e causam tumulto no Senado das Filipinas

13 mai 2026 - 09h45

‌Tiros foram ouvidos no Senado das Filipinas na quarta-feira e as pessoas foram orientadas a correr para se proteger, segundo testemunhas ouvidas pela Reuters, enquanto o caos aumentava na expectativa de uma tentativa de prender um senador importante procurado ⁠pelo Tribunal Penal Internacional.

Não ficou claro o que estava acontecendo ‌ou quem disparou os tiros. Mais de 10 militares chegaram mais cedo ao prédio do Senado, alguns portando fuzis ‌de assalto, segundo jornalistas da Reuters.

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Não ‌ficou imediatamente claro por que os soldados estavam lá ⁠e os oficiais militares não puderam ser contatados imediatamente para comentar o assunto. Não ficou claro se outras equipes de segurança estavam dentro do prédio.

O fato ocorreu no momento em que Ronald dela Rosa, o principal executor da sangrenta "guerra ‌às drogas" do ex-presidente filipino Rodrigo Duterte, disse no Facebook que ‌sua prisão era ⁠iminente e pediu ⁠que as pessoas se mobilizassem para impedir sua entrega ao TPI.

Dela Rosa, ⁠que se refugiou em ‌seu escritório legislativo desde ‌segunda-feira, conclamou o público a comparecer e impedir sua prisão, dizendo que agentes da lei estavam a caminho após a divulgação de um mandado de prisão pelo ⁠TPI.

O mandado, datado de novembro e tornado público na segunda-feira, busca a prisão do ex-chefe de polícia sob a acusação de crimes contra a humanidade, os mesmos crimes dos quais Duterte, de 81 anos, ‌é acusado enquanto aguarda julgamento em Haia após sua prisão no ano passado.

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"Estou fazendo um apelo a vocês, espero ⁠que possam me ajudar. Não permitam que outro filipino seja levado a Haia", disse dela Rosa em um vídeo postado no Facebook de seu gabinete no Senado.

Dela Rosa, de 64 anos, foi o principal tenente de Duterte, supervisionando uma feroz repressão durante a qual milhares de supostos traficantes de drogas foram mortos, com grupos de direitos humanos acusando a polícia de assassinatos sistemáticos e acobertamentos.

A polícia rejeita as alegações e afirma que os mais de 6.000 mortos em operações antidrogas estavam todos armados e haviam resistido à prisão.

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