PF aponta pagamentos a nora de Jaques Wagner e apartamento de R$ 2,5 milhões como propina, diz jornal

Buscas acontecem em nova fase da Operação Compliance Zero na Bahia, em São Paulo e no DF

18 jun 2026 - 09h15
(atualizado às 11h32)
PF faz buscas contra Jaques Wagner, líder do governo Lula no Senado, em caso Banco Master
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A Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, realiza buscas nesta quinta-feira, 18, para aprofundar a investigação sobre o senador Jaques Wagner (PT-BA), que teria recebido pagamentos do Banco Master durante anos pela empresa da nora, casado com o enteado dele. Ele também teria viajado com frequência em jatos de Daniel Vorcaro e recebeu um apartamento de presente em Salvador, avaliado em R$ 2,5 milhões, segundo informações do jornal O Globo.

Wagner e o sócio de Vorcaro, Augusto Lima, teriam trocado mensagens que comprovam os pagamentos feitos à nora do senador, segundo a PF. Bonnie Bonilha, casada com Eduardo Mendonça Sodré Martins, recebeu cerca de R$ 11 milhões do Master através de um contrato de consultoria. A investigação mostra que muitos desses pagamentos eram feitos por intermediários, que também são alvos da operação de hoje.

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Líder do governo no Senado Federal, senador Jaques Wagner (PT-BA).
Líder do governo no Senado Federal, senador Jaques Wagner (PT-BA).
Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado / Estadão

O senador do PT teria feito lobby no governo pela aprovação da compra do Banco Master pelo BRB e no Senado pela aprovação da “Emenda Master”, apresentada ao senador Ciro Nogueira (PP-PI), que propunha aumentar de R$ 250 mil para R$ 1 milhão a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito para investimentos em CDBs.

A emenda era do interesse do Master porque os negócios eram largamente lastreados em CDBs que rendiam acima das taxas médias do mercado. Ciro Nogueira também foi alvo da operação Compliance Zero, da PF.

A relação de Jaques Wagner com o Master seria antiga, segundo o jornal. Desde que ele foi governador da Bahia, houve a privatização de um supermercado estatal chamado Cesta do Povo, que depois deu origem ao Credcesta, cartão de crédito consignado que se tornou um dos principais negócios do Master.

A operação joga o foco sobre os governos petistas da Bahia e coloca no centro das investigações Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro, que era responsável pelo manejo das relações com políticos, especialmente no Congresso Nacional.

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O Terra tenta contato com a defesa dos envolvidos.

Fonte: Portal Terra
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