O que se sabe sobre o caso da mulher encontrada degolada após morte do marido em acidente

Caso é investigado como feminicídio seguido de morte do suspeito em acidente na Rodovia Raposo Tavares

17 jun 2026 - 19h05
Sara Letícia estava se divorciando de Diego Rodrigues
Sara Letícia estava se divorciando de Diego Rodrigues
Foto: Reprodução/Redes Sociais

A jovem Sara Letícia Rodrigues, de 25 anos, foi encontrada morta dentro de casa nesta terça-feira, 16, em Itapetininga (SP), em um caso que a Polícia Civil investiga como feminicídio seguido de morte do suspeito em um acidente de trânsito na Rodovia Raposo Tavares. O companheiro dela, Diego Rodrigues, de 35 anos, foi localizado sem vida horas depois da ocorrência, após colidir o carro que dirigia contra um caminhão.

As duas ocorrências passaram a ser tratadas pela Polícia Civil como parte de uma mesma linha investigativa. A principal hipótese é de que o homem tenha cometido o crime dentro da residência do casal e, em seguida, provocado o acidente que resultou na própria morte. Eles iriam assinar o divórcio no dia do crime e os investigadores acreditam que ele tenha matado ela por não aceitar o fim do relacionamento.

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A seguir, veja o que se sabe sobre o caso e o que ainda está sob apuração das autoridades.

O que aconteceu na ocorrência?

A Polícia Civil investiga o feminicídio registrado na Vila Asem. A vítima foi encontrada morta dentro da residência onde vivia, com ferimento causado por faca. O Serviçõ de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, mas apenas confirmou o óbito.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública informou ao Terra, o principal suspeito é o companheiro da vítima, Diego, que também morreu após se envolver em um acidente na Rodovia Raposo Tavares.

Como ocorreu o acidente na rodovia?

Segundo informações da Agência de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp) à TV Globo, o homem dirigia pela Rodovia Raposo Tavares (SP-270), na altura do km 185, quando teria invadido a pista contrária e batido de frente com uma carreta. Ele morreu no local.

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Imagens registradas por motoristas mostram o carro destruído após a colisão. O condutor ficou preso às ferragens e precisou ser retirado pelas equipes de resgate. O Terra também entrou em contato com a Artesp, mas não obteve retorno. 

O que disse o caminhoneiro envolvido?

O motorista da carreta afirmou à Polícia Civil que foi surpreendido pelo veículo vindo na contramão e não conseguiu evitar a batida. Ele não ficou ferido.

"O caminhão ficou bem estragado. Chamou muito a atenção o fato de que aqui, no Plantão Policial, o caminhoneiro dizia a todo momento que aquela pessoa havia interceptado a trajetória, havia entrado na frente do caminhão", relatou o delegado responsável pelo caso, Luiz Henrique Nunes, à TV TEM, afiliada da Rede Globo na região. 

Como a família foi informada?

De acordo com o delegado, familiares do homem foram avisados inicialmente sobre o acidente e tentaram entrar em contato com a esposa dele, sem sucesso. A partir disso, ela passou a ser considerada desaparecida.

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"A esposa então se dá por desaparecida. Esse é o primeiro contato que chega para a Delegacia Seccional. Neste momento, um irmão da esposa, percebendo que realmente algo de estranho estava acontecendo, consegue entrar na casa do casal, pula o muro e lá descobre a irmã morta em cima da cama", explicou Nunes.

A vítima já estava morta quando foi encontrada?

Sim. A mulher, identificada como Sara Letícia Rodrigues, de 25 anos, já estava sem sinais vitais quando foi localizada. O irmão tentou socorrê-la, mas ela já havia morrido. O casal tinha um filho de cerca de um ano, que teria sido deixado sob cuidados da avó paterna.

Como o corpo foi encontrado?

Segundo o boletim de ocorrência obtido pela emissora, Sara estava no quarto da casa, que tinha grande quantidade de sangue. O corpo já apresentava rigidez cadavérica, embora familiares tenham relatado que ainda havia calor corporal no momento da descoberta. Ela foi encontrada sobre a cama, com o rosto coberto por um tecido e parte do corpo encoberta, sendo possível ver apenas os cabelos.

Qual a linha de investigação do caso?

O caso é apurado pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Itapetininga como feminicídio. A Polícia Civil trabalha com a hipótese de que o homem tenha cometido o assassinato da companheira, deixado o filho do casal com a avó paterna e, logo depois, provocado o acidente que resultou na própria morte.

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Em nota, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) informou que as investigações continuam para esclarecer completamente a dinâmica dos fatos.

"Estamos trabalhando com indícios, e é importante destacar isso. Mas, neste momento, a linha investigativa aponta para um feminicídio seguido do suicídio do autor", afirmou o delegado à TV TEM.

Fonte: Portal Terra
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