Alexandre de Moraes dá 24h para defesa de Bolsonaro se manifestar sobre arma

Pistola encontrada em carro oficial com militar do Exército foi apreendida; STF pede explicações

16 jun 2026 - 12h32
(atualizado às 13h32)
Alexandre de Moraes dá 24h para defesa de Bolsonaro se manifestar sobre arma
Alexandre de Moraes dá 24h para defesa de Bolsonaro se manifestar sobre arma
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil / Estadão

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) pediu explicações sobre a arma encontrada com um militar do Exército, que pertence ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em um documento publicado nesta terça-feira, 16, o STF deu 24 horas para que a defesa de Bolsonaro se manifeste sobre a ocorrência.

O Terra tentou contato com a defesa de Bolsonaro, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.

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O Tenente-Coronel Allenson Nascimento Lopes, comandante do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, que é responsável pelas medidas de segurança do regime domiciliar humanitário de Bolsonaro, também deve prestar esclarecimentos ao STF.

Segundo o documento, os advogados de Bolsonaro precisam explicar a “razão pela qual o condenado mantinha uma arma de fogo em casa, com carregador sobressalente e porque, às vésperas do encerramento do período de 90 (noventa) dias concedido à titulo de prisão domiciliar humanitária, o condenado solicitou a realização de reparo no armamento”, segundo o documento.

Já o Tenente-Coronel Allenson Nascimento Lopes deverá esclarecer se está sendo cumprida integralmente a ordem judicial de revista nos carros que saem da residência de Jair Bolsonaro, “inclusive nos veículos oficiais que fazem sua segurança; bem como se os aparelhos celulares dos agentes do GSI ficam acondicionados fora da residência”, diz o STF.

Entenda o caso

Um militar foi parado em uma blitz da Polícia Militar com uma arma que pertence ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em Taguatinga, no Distrito Federal.

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Segundo a PM, a abordagem na blitz foi realizada na noite de segunda-feira, 15. O militar conduzia um veículo oficial, onde foram encontradas uma arma institucional regularmente portada e uma segunda arma de fogo. O homem informou não possuir a documentação e declarou que o armamento pertenceria a outra pessoa. O militar do Exército foi detido e levado para a 21ª Delegacia de Polícia e depois foi liberado.

O caso será investigado pela 17ª DP, e a ocorrência foi encaminhada para avaliação no Supremo Tribunal Federal (STF). 

Fonte: Portal Terra
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