O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) pediu explicações sobre a arma encontrada com um militar do Exército, que pertence ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em um documento publicado nesta terça-feira, 16, o STF deu 24 horas para que a defesa de Bolsonaro se manifeste sobre a ocorrência.
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O Terra tentou contato com a defesa de Bolsonaro, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.
O Tenente-Coronel Allenson Nascimento Lopes, comandante do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, que é responsável pelas medidas de segurança do regime domiciliar humanitário de Bolsonaro, também deve prestar esclarecimentos ao STF.
Segundo o documento, os advogados de Bolsonaro precisam explicar a “razão pela qual o condenado mantinha uma arma de fogo em casa, com carregador sobressalente e porque, às vésperas do encerramento do período de 90 (noventa) dias concedido à titulo de prisão domiciliar humanitária, o condenado solicitou a realização de reparo no armamento”, segundo o documento.
Já o Tenente-Coronel Allenson Nascimento Lopes deverá esclarecer se está sendo cumprida integralmente a ordem judicial de revista nos carros que saem da residência de Jair Bolsonaro, “inclusive nos veículos oficiais que fazem sua segurança; bem como se os aparelhos celulares dos agentes do GSI ficam acondicionados fora da residência”, diz o STF.
Entenda o caso
Um militar foi parado em uma blitz da Polícia Militar com uma arma que pertence ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em Taguatinga, no Distrito Federal.
Segundo a PM, a abordagem na blitz foi realizada na noite de segunda-feira, 15. O militar conduzia um veículo oficial, onde foram encontradas uma arma institucional regularmente portada e uma segunda arma de fogo. O homem informou não possuir a documentação e declarou que o armamento pertenceria a outra pessoa. O militar do Exército foi detido e levado para a 21ª Delegacia de Polícia e depois foi liberado.
O caso será investigado pela 17ª DP, e a ocorrência foi encaminhada para avaliação no Supremo Tribunal Federal (STF).