O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a citar o presidente americano Donald Trump e o congênere argentino Javier Milei, ao questionar uma possível interferência de governantes de outros países nas eleições brasileiras. As falas de Lula foram na convenção do PT que confirmou a candidatura à reeleição de Elmano de Freitas ao governo do Ceará.
"Enquanto eu viver, a extrema direita não voltará a governar esse país. E vou dizer mais: que venha ajudá-los quem quiser. Se quiser vir o Trump, que venha. Se quiser vir o Milei, que venha. Venha quem quiser. Eu não quero ajuda de fora. A única ajuda que eu quero é a ajuda do povo brasileiro para que a gente possa manter a democracia nesse país", disse Lula na reta final de seu discurso.
Antes, ele já havia citado Trump ao falar de investimentos em educação.
"Nós precisamos fazer mais universidades, fazer mais institutos federais. Ensinar mais matemática, mais engenharia. Não é preciso formar mais tantos advogados como formamos hoje. Nós precisamos apostar na nossa meninada, estudar engenharia, estudar inteligência artificial, estudar matemática para que a gente possa competir com a China, para que a gente possa acabar com a arrogância do Trump e dizer: 'Nós somos o país que mais temos investimentos'. Nós poderemos passar eles. Porque o brasileiro não deve inteligência a ninguém", disse.
Lula ainda afirmou, nesse contexto, que "ninguém fará eu baixar a cabeça para ninguém" e que "o Brasil não vai baixar a cabeça".
Na última quarta-feira, Lula já havia citado Trump e Milei. Em convenção do PSB para oficializar Geraldo Alckmin como seu vice, o presidente brasileiro disse que não quer briga com Trump "nem a porrete" e que Milei fez "pataquada" no Brasil.
As falas de Lula direcionadas a Milei ocorrem após o presidente argentino participar da convenção do PL que lançou Flávio Bolsonaro à Presidência da República. Na ocasião, Milei chamou Lula de "presidiário" e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes de "careca lixo". O Brasil chegou a convocar seu embaixador no país após as declarações.