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Polícia

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Arma atribuída a Jair Bolsonaro é apreendida com militar em blitz no DF

Homem estava com arma institucional e outra sem documentação; ocorrência foi enviada ao STF

16 jun 2026 - 10h48
(atualizado às 13h26)
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Jair Bolsonaro
Jair Bolsonaro
Foto: Dida Sampaio/Estadão / Estadão

Um militar foi parado em uma blitz da Polícia Militar com uma arma que pertence ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em Taguatinga, no Distrito Federal.

Segundo a PM, a abordagem na blitz foi realizada na noite de segunda-feira, 15. O militar conduzia um veículo oficial, onde foram encontradas uma arma institucional regularmente portada e uma segunda arma de fogo. O homem informou não possuir a documentação e declarou que o armamento pertenceria a outra pessoa. O militar do Exército foi detido e levado para a 21ª Delegacia de Polícia e depois foi liberado.

O caso será investigado pela 17ª DP, e a ocorrência foi encaminhada para avaliação no Supremo Tribunal Federal (STF). 

A Polícia Civil enviou o boletim de ocorrência do caso ao ministro do STF Alexandre de Moraes, no âmbito da Execução Penal (EP) 169, que trata sobre a prisão de Bolsonaro.

O ex-presidente cumpre pena de 27 anos e três meses em regime de prisão domiciliar humanitária, autorizada pelo STF em razão de seu estado de saúde. Ele foi julgado pelo STF pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, além de dano qualificado e deterioração de patrimônio.

O Terra tenta contato com a defesa de Bolsonaro.

O que diz o boletim de ocorrência

Segundo informações do documento enviado para análise de Alexandre de Moraes, obtido pelo Terra, a Polícia Civil informou que houve a apreensão de uma arma de fogo tipo pistola modelo Glock, Calibre 9 mm, com um carregador sobressalente, de propriedade de Jair Messias Bolsonaro, conforme comprovado pela consulta ao sistema Sigma do Exército Brasileiro.

O policial responsável pela abordagem informou que o militar parou o carro após a ordem, e disse que faria o teste do bafômetro. O policial, entretanto, percebeu que havia uma pistola no assoalho do carro, e o motorista fechou o vidro do veículo de repente. O policial abriu a porta do condutor e recolheu a arma, pedindo que o homem encostasse o veículo no acostamento. Nesse momento, o militar desceu do veículo e afirmou que era integrante do GSI, e que trabalhava com o ex-presidente Jair Bolsonaro.

O policial checou as informações sobre o veículo e sobre as armas, e confirmou que o militar era servidor do GSI, e que o veículo que dirigia era oficial da Presidência da República. Questionado sobre a arma encontrada, o homem disse que a pistola pertencia ao ex-presidente, e que a arma ficava dentro do carro, mas não tinha o registro dela. O policial também encontrou um carregador da arma de fogo.

O que disse o militar

Em depoimento, o militar informou que o armamento lhe foi entregue em razão da constatação de uma pane, que aparentava ser de fácil solução. Ele relatou ainda que retirou o armamento na segunda-feira, 15, com a finalidade de realizar o reparo do percussor (ou agulha), e disse que após a conclusão do serviço, a arma seria devolvida nesta terça-feira, 16.

STF pede explicações

Diante da ocorrência, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou que a defesa de Bolsonaro e o comandante do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, que é responsável pelas medidas de segurança do regime domiciliar humanitário de Bolsonaro, prestem esclarecimentos nas próximas 24 horas.

Os advogados de Bolsonaro precisam explicar a “razão pela qual o condenado mantinha uma arma de fogo em casa, com carregador sobressalente e porque, às vésperas do encerramento do período de 90 (noventa) dias concedido à titulo de prisão domiciliar humanitária, o condenado solicitou a realização de reparo no armamento”, segundo o documento.

Já o Tenente-Coronel Allenson Nascimento Lopes, Comandante do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal e responsável pelas medidas de segurança do regime domiciliar humanitário, deverá esclarecer se está sendo cumprida integralmente a ordem judicial de revista nos carros que saem da residência de Jair Bolsonaro, “inclusive nos veículos oficiais que fazem sua segurança; bem como se os aparelhos celulares dos agentes do GSI ficam acondicionados fora da residência”, diz o STF.

Fonte: Portal Terra
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