Fraudes do INSS: advogado suspeito de lavagem para senador Weverton Rocha é alvo de operação da PF

Nova fase da Operação Sem Desconto apura a suposta prática do crime de lavagem de dinheiro; mandados são cumpridos no DF e no Maranhão

4 ago 2026 - 10h43
(atualizado às 11h07)
O empresário e advogado Willer Tomaz (dir.) com o senador Weverton Rocha (esq.)
O empresário e advogado Willer Tomaz (dir.) com o senador Weverton Rocha (esq.)
Foto: Reprodução/X @WillerTomaz

A Polícia Federal (PF) realiza, na manhã desta terça-feira, 4, uma nova fase da Operação Sem Desconto, que mira um esquema nacional de descontos ilegais em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O advogado Willer Tomaz e familiares do senador Weverton Rocha (PDT-MA) estão entre os alvos. A ação de hoje apura a suposta prática do crime de lavagem de dinheiro.

Os agentes federais cumprem 18 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), no Distrito Federal e no Maranhão. De acordo com o Estadão, a residência do senador é alvo de buscas por causa de operações suspeitas envolvendo sua esposa. O Terra busca contato com a equipe do parlamentar e com o advogado Willer Tomaz.

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Segundo a PF, as investigações começaram após a identificação de "indícios de movimentações financeiras e patrimoniais que, em tese, teriam sido realizadas mediante utilização de pessoas físicas e jurídicas, de contas bancárias de terceiros, de estruturas empresariais e de operações com valores em espécie, com o objetivo de ocultar a origem e a destinação dos recursos".

Advogado com trânsito em diversos espectros no meio político de Brasília, Willer Tomaz é suspeito de ter feito operações de lavagem para Weverton e disponibilizado uma aeronave para uso pelo senador. As buscas são cumpridas em sua residência e no escritório.

Um dos focos da PF é apreender bens para recuperar valores supostamente desviados. Durante a operação de hoje, foram apreendidos veículos de luxo, dinheiro em espécie e outros itens, como uma máquina de contar dinheiro com um dos alvos.

Máquina de contar dinheiro foi apreendida com um dos alvos da operação
Foto: Divulgação/PF

Em 2017, Willer chegou a ser alvo de prisão na Lava Jato após ser citado na delação premiada de executivos do grupo J&F como intermediário de propina a um procurador da República. O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) rejeitou a denúncia movida contra ele por falta de provas. Em depoimento prestado posteriormente, o empresário Joesley Batista voltou atrás e disse que não contratou Willer com o objetivo de influenciar autoridades públicas.

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Dinheiro apreendido durante a nova fase da Operação Sem Desconto para apurar lavagem de dinheiro
Foto: Divulgação/PF

Weverton Rocha é uma das figuras conhecidas dos investigadores da Operação Sem Desconto. O senador entrou na mira da Polícia Federal em 18 de dezembro, quando foi alvo de busca e apreensão. Na ocasião, afirmou que recebeu a operação "com surpresa, mas com serenidade" e que se colocava à disposição para esclarecer quaisquer dúvidas assim que tivesse acesso integral à decisão judicial.

A PF já identificou diálogos sobre a entrega de dinheiro vivo a um ex-assessor de Weverton Rocha no celular do empresário Antônio Camilo Antunes, o Careca do INSS, suspeito de liderar o esquema fraudulento.

De acordo com a Polícia Federal, as apurações prosseguem para esclarecer a origem e a destinação dos recursos, o objetivo dos repasses e a individualização das condutas dos investigados. *(Com informações do Estadão Conteúdo).

Fonte: Portal Terra
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