Em Pernambuco, PF faz busca e apreensão sobre investigação de transferência de domicílio nas Eleições de 2024

Operação Mendazes cumpriu 12 mandados nesta terça-feira (22); as medidas foram autorizadas pelo Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE).

22 set 2026 - 09h38
(atualizado às 09h46)
Resumo
A Polícia Federal deflagrou a Operação Mendazes para cumprir 12 mandados de busca e apreensão na Mata Sul de Pernambuco, mirando prefeitura, órgãos públicos e residências. Autorizada pelo TRE-PE, a ação investiga um esquema de fraude eleitoral em 2024, que falsificava comprovantes de residência para transferir títulos de eleitores de outras cidades usando a rede municipal. O objetivo era inflar ilegalmente o eleitorado local, e a PF agora pericia computadores e documentos apreendidos.

A Polícia Federal cumpriu 12 mandados de busca e apreensão nesta terça-feira, 22 de setembro, em uma investigação sobre suspeitas de transferências fraudulentas de domicílio eleitoral para um município da Mata Sul de Pernambuco. Entre os locais alvo da Operação Mendazes estão dependências de uma prefeitura, órgãos públicos e endereços residenciais.

Agentes da Polícia Federal
Agentes da Polícia Federal
Foto: Divulgação / Portal de Prefeitura

As medidas foram autorizadas pelo Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE). O nome do município e as identidades dos investigados não foram divulgados no comunicado da PF.

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A investigação apura a possível falsificação de comprovantes de residência para viabilizar mudanças de títulos eleitorais no contexto das eleições municipais de 2024. A suspeita é de que o esquema buscava aumentar artificialmente o número de pessoas aptas a votar na cidade.

Eleitores seriam captados em outros municípios

Segundo a PF, os investigados teriam procurado eleitores de outras cidades para que transferissem seus títulos para a localidade investigada. Essas pessoas, em tese, não possuíam vínculos que justificassem a mudança do domicílio eleitoral.

Para realizar os procedimentos, os suspeitos teriam recebido documentos pessoais e fotografias dos eleitores. Em seguida, seriam confeccionados comprovantes de residência falsificados para acompanhar os pedidos de transferência.

Os requerimentos teriam sido protocolados por meio da rede institucional do Poder Executivo municipal. A investigação também apura indícios de atuação coordenada para inserir e confirmar informações no sistema eleitoral.

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A eventual influência dessas transferências sobre a disputa de 2024 está entre os pontos que precisam ser esclarecidos. O comunicado não apresenta conclusão sobre o impacto dos fatos no resultado da eleição.

Buscas procuram documentos e equipamentos

As diligências tiveram como objetivo localizar celulares, computadores, notebooks, comprovantes de endereço e requerimentos de alistamento ou transferência eleitoral. Listas, anotações e outros materiais relacionados aos fatos também estavam entre os itens procurados.

A apuração começou a partir de uma notícia de fato encaminhada à Procuradoria Regional Eleitoral de Pernambuco. O inquérito reúne áudios submetidos à perícia, depoimentos, certidões, fotografias e dados técnicos associados à rede municipal.

Com a análise do material recolhido, a PF pretende esclarecer como ocorreram as transferências, a extensão das condutas e a possível participação de outras pessoas.

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O nome Mendazes faz referência ao caráter supostamente fraudulento dos documentos utilizados nos pedidos. A corporação informou que preservará informações que possam prejudicar as diligências ou a intimidade dos envolvidos.

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