Viveu até os 103 anos, atuou em mais de 90 filmes e foi indicado a três Oscars; hoje, seu filho é uma lenda de Hollywood
De figurinha carimbada na Broadway a astro de "Spartacus", Kirk Douglas construiu um legado monumental no cinema que pavimentou o caminho para o triunfo de seu filho Michael
Ícone do cinema falecido em 2020 aos 103 anos, Kirk Douglas construiu uma carreira monumental com mais de 90 filmes e três indicações ao Oscar. Após iniciar a trajetória nos palcos da Broadway, ele ingressou em Hollywood graças ao apoio crucial da atriz Lauren Bacall, que o recomendou a um importante produtor. Eternizado por clássicos como "Spartacus", Douglas deixou um legado artístico grandioso, mantido vivo na indústria cinematográfica por seu filho, o também consagrado ator Michael Douglas.
Existem nomes que ficam gravados para sempre na história da sétima arte, e o dele certamente é um desses. Com uma filmografia monumental de quase cem papéis no currículo, Kirk Douglas conquistou seu lugar no panteão do cinema norte-americano com muito esforço e talento. Mesmo após sua morte em 2020, aos 103 anos, seu legado permanece vivo na indústria pelas mãos de seu filho Michael, que também se tornou um dos maiores gigantes de Hollywood.
De Broadway para as telas do cinema
Quando Kirk Douglas nasceu, em 9 de dezembro de 1916, o cinema sonoro ainda dava seus primeiros passos e sequer dominava as salas de exibição. Nada indicava que aquele jovem se tornaria um dos rostos mais emblemáticos de Hollywood. Como muitos de seus contemporâneos, ele começou no teatro: uma bolsa na American Academy of Dramatic Arts abriu as portas da Broadway de par em par. Dali em diante, o ator conquistou os sets de filmagem em um ritmo impressionante, mantendo-se na ativa até uma idade bastante avançada.
No entanto, brilhar nos palcos não era garantia de sucesso no disputado e fechado universo cinematográfico. O futuro protagonista de "Spartacus" deve sua grande chance a uma antiga colega de turma: Lauren Bacall. Já consagrada como um ícone das telas ao lado de Humphrey Bogart em clássicos como "Uma Aventura na Martinica" (1944) e "À Beira do Abismo" (1946), a atriz deu uma ajuda fundamental.
Foi Bacall quem recomendou o nome do amigo ao produtor Hal B. Wallis, responsável por sucessos atemporais ...
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