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Protegendo o fígado: os efeitos de cada tipo de gordura na saúde

A alimentação cotidiana influencia diretamente a saúde do fígado, órgão que filtra substâncias, metaboliza nutrientes e auxilia no equilíbrio do organismo.

15 fev 2026 - 06h32
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A alimentação cotidiana influencia diretamente a saúde do fígado, órgão que filtra substâncias, metaboliza nutrientes e auxilia no equilíbrio do organismo. Entre os diversos componentes da dieta, a qualidade da gordura consumida se destaca como um dos fatores mais observados por profissionais de saúde. Portanto, compreender como cada tipo de gordura - saturada, insaturada e trans - age no corpo ajuda a identificar quais escolhas favorecem ou prejudicam a função hepática.

Nos últimos anos, o aumento de casos de doença hepática gordurosa não alcoólica chamou a atenção de médicos e pesquisadores. Esse quadro frequentemente se associa a padrões alimentares ricos em calorias e gorduras de baixa qualidade. Por isso, entender o impacto de cada tipo de gordura no fígado deixou de ser apenas curiosidade. Hoje essa compreensão se tornou informação prática para quem deseja preservar esse órgão, reduzir riscos metabólicos e manter exames de rotina dentro da faixa considerada adequada.

Qual o tipo de gordura mais prejudicial para o fígado?

Quando comparamos gordura saturada, insaturada e gordura trans, a literatura científica atual aponta a gordura trans como a mais nociva para o fígado. Esse tipo de gordura aumenta a inflamação hepática, favorece o acúmulo de gordura nos hepatócitos e eleva o risco de resistência à insulina. Esses fatores se relacionam com a esteatose hepática. Além disso, a gordura trans costuma aparecer em produtos ultraprocessados, que em geral trazem excesso de sal, açúcar e aditivos. Assim, esses produtos criam um cenário ainda mais desfavorável para o metabolismo.

A gordura saturada não apresenta o mesmo perfil de risco da gordura trans. No entanto, o consumo em excesso também se relaciona ao aumento de gordura no fígado. Dietas ricas em carnes gordas, embutidos e laticínios integrais favorecem alterações nas enzimas hepáticas e no perfil lipídico. Já as gorduras insaturadas, quando consumidas em quantidades adequadas, costumam causar efeito oposto. Em geral, elas se associam a melhor controle do colesterol e menor inflamação sistêmica. Desse modo, contribuem para um ambiente mais favorável ao fígado.

Entendendo as diferenças entre gordura saturada, insaturada e trans

A palavra "gordura" costuma aparecer de forma genérica, mas cada tipo possui estrutura química e comportamento distintos no organismo. A gordura saturada aparece principalmente em alimentos de origem animal, como carnes com gordura aparente, pele de frango, bacon, manteiga, creme de leite e queijos amarelos. Além disso, alguns produtos vegetais, como óleo de coco e óleo de palma, também oferecem gordura saturada. Em excesso, esse tipo de gordura eleva o colesterol LDL, o que afeta o sistema cardiovascular e o metabolismo hepático.

As gorduras insaturadas dividem-se em monoinsaturadas e poli-insaturadas. Elas aparecem em alimentos como azeite de oliva, óleo de canola, abacate, castanhas, nozes, amêndoas, sementes de linhaça, chia e girassol. Além disso, você encontra essas gorduras em peixes gordurosos, como salmão, sardinha e atum. Esse grupo de gorduras melhora o perfil de lipídios no sangue e, quando substitui parte das gorduras saturadas e trans da dieta, reduz a sobrecarga do fígado. Como resultado, o organismo passa a lidar melhor com o metabolismo das gorduras.

gordura trans pode ocorrer de forma natural em pequenas quantidades em alguns produtos de origem animal. Porém, o maior problema surge nas gorduras trans industriais, que se formam pelo processo de hidrogenação de óleos vegetais. Elas aparecem em margarinas mais antigas, biscoitos recheados, salgadinhos de pacote, sorvetes, bolos prontos, frituras de redes de fast food e diversos ultraprocessados. Esse tipo de gordura aumenta o colesterol LDL, reduz o HDL e eleva o risco de inflamação crônica. Dessa forma, afeta diretamente o fígado e compromete a saúde metabólica.

Como a gordura trans afeta o fígado de forma tão intensa?

A palavra-chave para entender o impacto da gordura trans no fígado é inflamação. Estudos indicam que esse tipo de gordura favorece um estado inflamatório no organismo, que atinge o tecido hepático e estimula o acúmulo de gordura nas células do fígado. Com o tempo, esse processo contribui para o desenvolvimento de esteatose hepática. Em alguns casos, esse quadro evolui para problemas mais graves, como fibrose e cirrose.

Além disso, a dieta rica em gordura trans normalmente inclui alto consumo de carboidratos refinados e baixa ingestão de fibras, frutas e vegetais. Essa combinação prejudica o controle da glicemia, aumenta a resistência à insulina e intensifica o depósito de gordura no fígado. Em contraposição, padrões alimentares com maior presença de gorduras insaturadas e menor presença de gorduras saturadas e trans reduzem o risco de doença hepática gordurosa. Quando a pessoa mantém peso adequado, pratica atividade física e limita bebidas açucaradas, fortalece ainda mais a proteção do fígado.

Como ajustar a alimentação para proteger o fígado?

Proteger o fígado não exige dietas complexas. Em vez disso, você precisa de escolhas consistentes ao longo do tempo. De forma geral, reduza o consumo de alimentos ricos em gordura trans, modere a ingestão de gordura saturada e priorize as fontes de gorduras boas, principalmente as insaturadas. Pequenos ajustes diários somam um impacto relevante nos exames de sangue e na saúde hepática. Além disso, uma boa hidratação e a limitação de álcool reforçam esse cuidado.

  • Dar preferência a preparações assadas, cozidas ou grelhadas em vez de frituras.
  • Substituir margarinas e produtos com gordura vegetal hidrogenada por azeite de oliva ou óleos vegetais de melhor qualidade.
  • Trocar biscoitos recheados, fast food e salgadinhos por frutas, castanhas e preparações caseiras.
  • Escolher laticínios com menor teor de gordura, de acordo com a orientação profissional.
  • Incluir peixes ricos em ômega-3 na rotina semanal, quando possível.

Para quem busca um caminho ainda mais prático, alguns passos facilitam a organização da rotina alimentar:

  1. Ler o rótulo dos produtos e evitar aqueles que trazem termos como "gordura vegetal hidrogenada" ou "gordura parcialmente hidrogenada".
  2. Planejar refeições da semana para reduzir a dependência de ultraprocessados.
  3. Inserir legumes, verduras e grãos integrais nas principais refeições, ajudando a equilibrar a ingestão de gordura.
  4. Consultar profissionais de saúde para avaliar exames e receber orientações personalizadas, principalmente em casos de alterações hepáticas.

Ao conhecer melhor a diferença entre gordura saturada, insaturada e gordura trans, você entende com mais clareza por que a gordura trans se considera a mais prejudicial para o fígado. Assim, a adoção de uma alimentação com menos ultraprocessados e mais alimentos frescos e fontes de gorduras de melhor qualidade favorece esse órgão e todo o equilíbrio metabólico do organismo.

fígado – depositphotos.com / Tharakorn
fígado – depositphotos.com / Tharakorn
Foto: Giro 10
Giro 10
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