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Entenda o poder da amizade dos cães em nossas vidas

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Nesse último domingo a Folha de S. Paulo, no suplemento "Ciência", publicou um texto sobre os cachorros: "cães não lambem seus donos por amor". Como gosto desses bichos, resolvi ocupar esse espaço para comentar e indicar outra leitura possível, mais apropriada aos que atravessam a vida numa procura mais espiritualizada.

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Segundo pesquisa, cães não lambem seus donos por amor
Segundo pesquisa, cães não lambem seus donos por amor
Foto: Getty Images

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A longa matéria dominical destaca o trabalho de uma pesquisadora norte-americana, Alexandra Horowitz, da Universidade de Columbia, autora do "A cabeça do cachorro", lançado recentemente no Brasil. O interesse é mostrar como o cão vê o mundo. Apoiando-se em proposta etológica - ciência do comportamento animal -, a cientista entende que o paladar e o olfato são mais cruciais para os cães do que a visão. Para um cão, o olfato é a grande janela. Eles utilizam os cheiros para reconhecer as pessoas e as coisas.

Além disso, Horowitz explica que cães nos identificam pelo cheiro (cada pessoa tem, para a sensibilidade aguçada do animal, um cheiro inconfundível) e pelo gosto. Adoram o suor dos donos e, por isso mesmo, lambem tudo que estiver ao seu alcance.

O que aprendemos? Vejamos: quando seu cão querido ou aquele vira-lata fofo avança trigueiro, lambão, querendo fazer de você um picolé, não está, sempre segundo a pesquisadora norte-americana, demonstrando carinho e saudade. Ele não está distribuindo "beijos", está buscando organizar informações, procurando obter um relatório sobre onde você esteve, com quem, fazendo o quê.

Confesso que essa visão técnica, friamente pragmática, positivista, carente de poesia e densidade espiritual, deixou menos colorida minha manhã de domingo. Felizmente na sequência li, por indicação de uma amiga, um pequeno livro. "Descasos", da advogada Alexandra Szafir, agradavelmente nos hipnotiza por uma horinha (ou um pouco mais), enquanto atravessamos suas intensas 80 páginas. São casos saborosos e muito humanos de "direito dos excluídos". Barbaridades envolvendo gente sem recurso para pagar uma justa e merecida defesa diante de conflitos jurídicos. Uma lição de vida e amor, na qual pude localizar, discreta, jamais nomeada, muito escondida no fundo - mas, sólida como uma rocha! - a força espiritual da autora e da sua postura corajosa: representar os despossuídos, os que não seriam ouvidos.

Para completar, e arejar novamente minha manhã de domingo, descubro que Szafir, lutando altivamente contra uma doença rara - ELA, esclerose lateral amiotrófica -, notabilizou-se também como competente socorrista de cães atropelados ou abandonados, tendo, inclusive, protagonizado cenas de heroísmo explícito para ampará-los. E por que não? Uma verdadeira Indiana Jones dessas, assistindo costumeiramente pessoas e almas humanas desvalidas, não pode dedicar algum esforço a essas outras almas?

As duas Alexandras, com seus olhares diferentes, movimentaram minha inteligência, foram boas companhias. Em relação aos desvalidos, sigo em pensamento positivo. Em relação aos cães e seus faros, a esperança de usá-los como "doutores": diagnosticando, pelo cheiro da urina, uma série de doenças. Muito estudo sério já realizado e o nível de acerto dos peludos é maior do que o dos humanos e suas tecnologias. Surpreendente?

Quer saber mais sobre o trabalho de Marina Gold, ou entrar em contato com ela, clique aqui.

Fonte: Especial para Terra
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