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A atração pelo que é "lindamente horroroso" traz perigos

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No clássico da literatura universal de Victor Hugo, O Corcunda de Notre Dame, há uma passagem curiosa e interessante. Alguém, após conhecer a criatura de grande corcova, faz uma afirmação aparentemente estranha: "você é lindamente horroroso". Estranha numa primeira acepção, essa afirmação ganha colorido inteligente se sobre ela nos detivermos com atenção e cuidadosa forma de desdobrar o pensamento racional.

A cidade de São Paulo é um exemplo de local "lindamente feio"
A cidade de São Paulo é um exemplo de local "lindamente feio"
Foto: Getty Images

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"Lindamente horrorosa"... muitas coisas são assim! Pensemos, primeiro exemplo que me ocorre, na cidade de São Paulo - tão semelhante a outras cidades do mundo. Caótica, cheia de problemas e, mesmo assim, apaixonante, cativante, sedutora. Uma maioria expressiva dos habitantes, em pesquisas, dizem não trocar por nada esse trânsito enfurecido, o cinza de uma arquitetura medonha, a falta de árvores, espaços de lazer, o difícil convívio das pessoas estressadas etc.

São Paulo não é exemplo isolado. Em muitas circunstâncias acabamos enredados por algo ou alguém que nos aprisiona pelos fios de nossos instintos de autoflagelo, destruição. Amamos, com frequência maior do que podemos admitir, o que ocupa posição de algoz. Na vivência espiritual também acontece o mesmo.

Explico. Ninguém pode saber ou evitar o contato com forças espirituais "lindamente horrorosas". São energias de falta de luz, forças sombrias (às vezes perigosamente escuras) que nos arrebatam e exigem que façamos e consintamos com coisas inadmissíveis para nosso contexto de referência, para nosso quadro ético e moral. Lamentavelmente o preço a pagar, quando esse tipo de atração se encaixa, é terrivelmente alto.

Jovens de boa família se aprisionam, adições e obsessões complicadas atravessam inesperadamente o caminho e machucam ou trituram pessoas de ótima índole, gente batalhadora, casais, profissionais de meia idade, adolescentes que despontam para um futuro brilhante e assim toda sorte de inocentes.

Fiquei aborrecida e um pouco assustada ao tomar contato, recentemente, com um caso desses. Uma menina ótima, luz dos olhos da família toda, jovem e bonita, cursando uma das mais caras e melhores faculdades do país, acabou arrastada por um namorico para uma situação de desagregação profunda da personalidade, depressão, uso de drogas e, pior, crises e tentativas de suicídio.

Os pais, desconsolados, juntando forças para combater essa hecatombe, buscando todas as ajudas, envolvendo diferentes áreas, auxílio médico e psicológico. Acompanhei e trabalhei, como os outros profissionais, para que na cabecinha querida dessa jovem e promissora menina, o rosto verdadeiro do inimigo no combate espiritual que ela estava travando se revelasse, horroroso e não "lindamente horroroso" - sutil, mas importante e definitiva diferença.

Vamos combater nossas situações de vida que se mostram "lindamente horrorosas", e assim vencer as dificuldades que penetram na nossa realidade todas as vezes que somos atraídos por circunstâncias enganosas.

Quer saber mais sobre o trabalho de Marina Gold, ou entrar em contato com ela, clique aqui.

Fonte: Marina Gold
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