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Mau hálito no bloco? Saiba o que funciona de verdade

Chiclete ajuda, mas não resolve

16 fev 2026 - 17h33
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Balas, chicletes e sprays ajudam na hora, mas não resolvem o problema

No meio do bloco, cantando, conversando de perto e tirando fotos, uma preocupação silenciosa pode estragar a confiança de muita gente no Carnaval. A dúvida é comum: será que estou com mau hálito? Para fugir desse constrangimento, balas, chicletes e sprays refrescantes viram companheiros de bolso. Mas será que eles realmente salvam a situação?

Pexels
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Foto: Revista Malu

De acordo com a cirurgiã-dentista Bruna Conde, é preciso separar mito de verdade. "Esses produtos ajudam a disfarçar o cheiro na hora, o que pode até dar mais segurança momentânea nos blocos, mas não resolvem a causa do mau hálito. Eles mascaram, não tratam", explica.

A halitose, nome técnico do mau hálito, geralmente tem origem na própria boca. O principal fator é o acúmulo de bactérias na língua e entre os dentes, especialmente a saburra lingual, uma camada esbranquiçada que se forma sobre a língua e libera gases com odor desagradável. "Se a higiene bucal não estiver adequada, o efeito da bala ou do spray dura poucos minutos", afirma a dentista.

A saliva tem papel central nesse processo. Ela ajuda a limpar a cavidade oral, neutralizar ácidos e controlar a quantidade de bactérias. Quando há diminuição do fluxo salivar, situação comum em casos de desidratação, consumo de álcool e longos períodos sem alimentação, o risco de mau hálito aumenta. "Boca seca quase sempre vem acompanhada de odor forte. A saliva é uma proteção natural. Quando ela diminui, as bactérias produtoras de odor se multiplicam com mais facilidade", diz Bruna Conde.

O carnaval agrava

Durante o Carnaval, alguns hábitos agravam o quadro, como consumo de álcool, pouca ingestão de água, alimentação rica em açúcar e frituras e muitas horas sem escovação. Tudo isso favorece a redução da saliva e o acúmulo de resíduos na língua.

Entre os produtos mais usados, o chiclete sem açúcar é o que oferece um pequeno benefício extra por estimular a salivação. Mesmo assim, a especialista reforça que ele funciona apenas como apoio emergencial. "Ajuda na hora do aperto, antes de conversar com alguém ou chegar perto, mas não substitui escova, fio dental e limpeza da língua."

A higienização da língua precisa de atenção. Nem sempre apenas escovar ou usar raspador resolve. "Quando a saburra está espessa e aderida, a limpeza caseira pode não ser suficiente. Forçar demais pode até machucar. Nesses casos, é importante avaliação profissional", alerta.

Para quem percebe que o mau hálito é frequente, o ideal é procurar um dentista, de preferência um profissional que atue com halitose. Existem consultórios que realizam testes específicos de hálito, avaliação do fluxo salivar e medição do grau de saburra lingual. "Hoje já existem exames e protocolos próprios para identificar a origem do odor e indicar tratamentos direcionados. Cada causa tem uma abordagem diferente", explica.

Para evitar o medo de afastar as pessoas no meio da folia, a recomendação é simples e prática. Levar um kit de higiene portátil e reforçar os cuidados ao longo do dia ajuda bastante. "Escovar os dentes e a língua sempre que possível, usar fio dental, manter boa hidratação e buscar avaliação quando o problema é recorrente faz muito mais diferença do que qualquer produto refrescante isolado", conclui.

Revista Malu Revista Malu
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