Alzheimer canino: conheça os sintomas, causas e como prevenir
A doença neurodegenerativa, responsável por afetar o sistema nervoso dos pets e causar alterações comportamentais, tende a surgir a partir dos nove anos de idade
Neste mês, a campanha Fevereiro Roxo alerta para as doenças crônicas e neurodegenerativas que afetam cachorros idosos. Uma dessas condições, ainda pouco conhecida pelos tutores, é a Disfunção Cognitiva Canina (DCC), popularmente chamada de Alzheimer canino.
Entenda a doença
A enfermidade, assim como ocorre com humanos, é responsável por impactar o sistema nervoso, em decorrência do envelhecimento do cérebro e do acumulo de componentes tóxicos na região. Veterinários explicam que esse processo tende a se manifestar a partir dos nove anos de idade, mas pode variar conforme o porte do pet. No caso dos cães pequenos, por exemplo, é comum se desenvolver mais tardiamente.
Após o diagnóstico, então, os animais podem apresentar sintomas como desorientação, alterações no sono e redução das interações com a família. Além disso, é comum passarem a latir excessivamente, fazer as necessidades em locais inadequados e apresentar mudanças comportamentais, como ansiedade ou medo. "Em casos mais graves, também há agressividade. Ou seja, aquele pet que era bonzinho do nada começou não aceitar carinho de você", explicou a profissional Giulia Cruz, nas redes sociais do Hospital Veterinário São Pedro.
Os efeitos, de acordo com a especialista, podem ser tratados, dependendo da gravidade, com enriquecimento ambiental, suporte nutricional e suplementação específica, além de outras medicações. Essas estratégias não resultam na cura da doença, mas impedem a sua progressão e garantam o bem-estar emocional e físico dos pets.
Dicas para prevenir o Alzheimer canino
Existem, contudo, formas de proteger os cães contra essa condição. Um estudo do Dog Aging Project, por exemplo, associa a falta de atividade física ao aumento do risco de desenvolver a disfunção cognitiva. Em contrapartida, profissionais apontam que o movimento ajuda a manter o cérebro ativo, melhora a circulação sanguínea cerebral e reduz inflamações, preservando a função neurológica.
A recomendação, portanto, é realizar passeios diários, além de promover brincadeiras estimulantes e socialização. Também é importante estabelecer uma dieta balanceada e rica em nutrientes, conforme as necessidades do animal. As visitas recorrentes ao veterinário ainda auxiliam tanto na definição do cardápio quanto na detecção precoce de problemas de saúde.
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